Dor do crescimento. O problema atinge de 10% a 20% das crianças, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, e até hoje a ciência não descobriu a causa. “É uma condição muito comum em crianças e não traz deformidade ou problemas ortopédicos, e não é indicação de doença reumática futura,” informa a pediatra Loretta Campos.

 

A dor do crescimento não é considerada uma doença, pois não traz dano em estruturas e não tem processo inflamatório, apesar de causar dor intensa nas pernas, principalmente à noite ou no final da tarde.

 

A causa é desconhecida. Geralmente a dor é mais forte, nas pernas e joelhos, no período noturno e muitas vezes a criança chora de dor que pode durar de minutos a horas. Também é comum a queixa, de dor no abdômen e na cabeça.

 

“Para ser considerada uma condição benigna, é necessário que a criança acorde muito bem no dia seguinte, sem dor sem mancar e não tenha febre ou inchaço nas juntas, e que ocorram períodos livres de dor. As idades mais frequentes são entre 2 e 14 anos. A duração tende a ser em média de dois anos”, alerta a médica.

 

O diagnóstico é clínico e de exclusão! Para afastar outros diagnósticos se faz necessário exames radiológicos e de sangue. E o tratamento, na crise, melhora com o uso de compressas mornas, massagem manual suave e às vezes com o uso de medicações tipo acetaminofeno ou anti-inflamatório, como Ibuprofeno. Além disso, é importante fazer exames mais investigativos, para checar outras possíveis doenças como leucemias e tumores ósseos.

 

“Por isso, é importante que os pais prestem apoio psicológico e afetivo, com um bom suporte emocional e sempre consultar um pediatra,” finaliza Loretta Campos