É amante de café? Se você faz parte do fã-clube desta famosa bebida, saiba que existem inúmeras razões para seguir com o hábito. Afinal, são muitos os benefícios, tanto para a saúde física quanto para a mental. Seja ao acordar, após o almoço ou no fim do dia, se o “coffee break” faz parte de sua rotina, torne-se consciente de sua relação com o organismo.
São muitas as pesquisas sobre os efeitos dessa bebida milenar, que conquistou o mundo. De acordo com Thalia Gutierrez, nutricionista clínica no Hospital São Cristóvão Saúde, por ser um estimulante natural, “nele encontra-se a cafeína, que é considerada um termogênico; ou seja, ajuda no gasto calórico, aumenta a energia durante os exercícios, minimiza a fadiga e auxilia na perda de gordura. Além disso, é isento de calorias e possui excelentes vitaminas e minerais. Assim, pode ser considerado fonte de antioxidantes, que é essencial para aumentar a imunidade e manter o organismo em bom funcionamento”, esclarece a especialista.

Pesquisadores da Queen’s University Belfast, do Reino Unido, após sete anos e meio de análise de quase 500 mil pessoas, comprovaram que quem bebe café têm 50% menos chances de desenvolver carcinoma hepatocelular, um dos tipos mais comuns de câncer de fígado. Além disso, alguns estudos já mostraram que o café ajuda na prevenção da doença de Alzheimer e traz melhorias dos sintomas de pacientes com a doença de Parkinson.

Porém, é preciso desfrutar com moderação: “o consumo em excesso do café pode causar diversos problemas, como insônia crônica, taquicardia, alterações no sistema nervoso, hipertensão arterial e crises de ansiedade”, complementa a nutricionista clínica do São Cristóvão Saúde. Conforme o Ministério da Saúde, o consumo ideal se resume a até três xícaras por dia e não deve ser ingerido por crianças menores de dois anos, pois a mucosa gástrica é sensível e as substâncias contidas na bebida podem irritar o estômago, comprometendo a digestão.

São várias as etapas que conferem qualidade ao café, desde seu cultivo, passando pela colheita, processamento, torra, até chegar às mãos de quem vai prepará-lo. Segundo Adriana Valinhas, Barista e Instrutora SCA & BSCA, um dos pontos importantes ao escolher um café de qualidade no mercado é verificar se na embalagem consta o selo da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café. “O que define a qualidade do café é a sua pureza, sem resíduos e sem defeitos – quanto mais informação temos na embalagem, melhor”, comenta a instrutora.

Além disso, é preciso verificar a data de torra para consumi-lo. Afinal, quanto mais fresco, melhor. É recomendável o consumo dentro do mês da torra e, caso não localize essa informação no rótulo, guie-se pela data de fabricação como sendo a data de torra. “Café é um tipo de produto que não deve ser estocado, pois envelhece e perde aromas e sabores, por conta da oxidação. No caso dos cafés especiais, uma embalagem de qualidade é reforçada, muitas vezes laminada por dentro, além de uma válvula para não deixar entrar oxigênio e liberar o gás carbônico (CO2) de uma torra recente. O ideal é manter dentro dessas embalagens, caso elas estejam nesses padrões”, complementa Valinhas. Além disso, para cafés de mercado, embora muito comum e algumas vezes indicado pelo fabricante, a geladeira pode ser uma vilã no armazenamento, não por conta da temperatura, mas da umidade. “O local precisa ser fresco, seco e livre de incidência direta de luz. Os grãos de café absorvem odores, então os aromas dos alimentos também podem ser absorvidos”, enfatiza.

As duas espécies mais comercializadas mundialmente são coffea arabica e coffea canephora, essa segunda que engloba as conhecidas variedades robusta e conilon. Independentemente de qual seja a sua escolha, experimente incrementá-los com canela, mel ou cacau em pó. Evitar o consumo de açúcar é essencial, devido aos riscos do consumo de sacarose, que interfere no bom funcionamento de nosso organismo. Ao invés disso, utilize adoçantes naturais, ou mesmo crie o hábito de tomar seu cafezinho puro.

 

Pronto para o próximo coffee break?