hipertensao dentro 3009

Ontem (29) foi comemorado o Dia Mundial do Coração. A data serve para alertar as pessoas sobre o cuidado constante com este órgão vital e tão suscetível ao impacto de fatores de risco, como a hipertensão arterial.

Ricardo Pavanello, supervisor do setor de cardiologia clínica do Hospital do Coração (HCor), explica que até 1 bilhão de pessoas no mundo podem ser portadores da doença. No Brasil, entre os adultos com mais de 18 anos, 23% das mulheres e 20% dos homens sofrem de hipertensão arterial, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

A hipertensão arterial é uma doença crônica e se caracteriza pelos elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias. Esta condição exige um esforço maior do coração para que o sangue circule corretamente pelo corpo, o que é prejudicial para o paciente e pode provocar doenças mais sérias como AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto agudo do miocárdio e insuficiência renal.

Existem duas formas de apresentação da doença: hipertensão arterial essencial e hipertensão arterial secundária. A essencial é o tipo mais comum, correspondendo a mais de 90% dos casos diagnosticados, e tem caráter genético, podendo ser agravada por fatores de risco já conhecidos como obesidade e diabetes, além do sedentarismo e estresse. O consumo excessivo de sal e bebidas alcóolicas também pode contribuir para o agravamento da doença.

Já a secundária é rara e aparece principalmente em decorrência de doenças das artérias renais ou do próprio rim.

“O grande problema é que a hipertensão arterial é ‘silenciosa’ e acaba sendo diagnosticada por conta de alterações nos órgãos-alvo da doença como cérebro, coração e rins. Entre os sintomas estão dor de cabeça, tontura e, em casos mais sérios, o próprio AVC. Quando relacionada ao coração, o paciente pode apresentar desde dor no peito e insuficiência cardíaca até o próprio infarto; já nos rins, os sintomas manifestam-se por meio de quadros de inchaço e diminuição do volume urinário”, explica o cardiologista.

Devido à característica de ser uma doença silenciosa e de caráter progressivo de poucos sintomas, é recomendado que a população faça consultas regulares, para que os fatores de risco sejam reconhecidos e estejam sempre controlados e o diagnóstico não seja realizado tardiamente, após a ocorrência de algo mais grave.

“Existem algumas formas de se prevenir o aparecimento da doença. Entre elas está a prática de atividades físicas, manter uma alimentação balanceada com baixo consumo de sal, açúcar e gorduras, além de evitar álcool em excesso, não fumar e evitar outras drogas”, ensina Pavanello.