Durante todo o mês de agosto, em comemoração ao Dia Nacional da Saúde (5/8), diversas ações com foco na prevenção de enfermidades e na promoção de maior qualidade de vida entre os brasileiros estão acontecendo em todo o Brasil.

Dados alarmantes da Sociedade Brasileira de Cardiologia estimam que até o final deste ano, quase 400 mil cidadãos brasileiros morrerão em decorrência de doenças crônicas não-transmissíveis associadas a ingestão de produtos industrializados, ricos em gorduras saturadas e de alta densidade energética.

“O infarto, derrame, obesidade e diabetes são doenças diretamente ligadas ao estilo de vida e alimentação que, se prevenidos, podem reverter tais estatísticas. Nesses últimos tempos, a preocupação com a saúde tem despertado o interesse nas mudanças alimentares da população”, elucida a médica, Dra. Loreta Lopez.

Evidências científicas apontam que os alimentos de origem vegetal, como frutas, verduras, legumes e grãos, se consumidos regularmente e em quantidades apropriadas, são fatores de proteção contra várias destas doenças, contribuindo também para a manutenção de um peso sadio.

A médica relata que “é importante destacar que o conceito de uma alimentação saudável é muito particular, pois recebe influências sociais e culturais. Porém, o termo preconiza uma refeição completa, ou seja, o alimento consumido na sua integralidade, livre de produtos industrializados, ultraprocessados, ricos em sódio, açúcares e gorduras saturadas”.

Outro ponto primordial para a promoção da saúde por meio da alimentação é que as dietas devem ser fundamentadas na diversidade dietética, evitando restrições e limitações de grupos alimentares. “É essencial o consumo de todos os tipos de alimentos, com suas características nutricionais e funcionais, as quais incluem carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, fibras e minerais, que juntos atuarão na melhoria da saúde”, instrui Loreta.

Por fim, a médica ressalta ainda que a questão alimentar age na promoção da saúde global do paciente. “O ideal é que a pessoa faça o acompanhamento de sua saúde com profissionais qualificados, de modo que receba uma orientação baseada nas suas condições clínicas e genéticas. A alimentação deve atuar como uma complementação a um tratamento médico e como parte de um estilo de vida mais saudável”, conclui.