Confesso, já não tenho mais  paciência com gente que vive falando, falando e falando, e como fala, e na hora do vamos ver, nada de atitudes que comprovem o discurso. São verdadeiros bonecos de ventríloquo.  Não tem sentimentos verdadeiros. Tudo bem que vivemos em sociedade, onde todo mundo se apresenta com máscaras, que quando caem acabam sempre revelando a verdadeira essência. São poucos, mas muito poucos, os que se mostram como são, com qualidades e defeitos, e são respeitados. Ninguém é perfeito. Viver autenticamente, sem falsidade, é sinal de consciência. Ou é, ou não é. Não há meio termo no bem querer. Editando o meu livro de memórias para o ano de 2020, passeio mentalmente pelos 40 anos de colunismo social e vou me recordando de quanta gente eu conheci, e, confesso, são poucos os lembrados com carinho. É a seleção natural da vida.