Final de ano é tempo de reflexão. Afinal, um novo ano se aproxima e entrar nele vibrando positivamente e querendo ser causa e não efeito já um bom passo. O que significa ser um efeito no mundo físico? O que significa se tornar a causa? E como o livre-arbítrio se encaixa nessa dinâmica? Ao montar o quebra-cabeça da vida, podemos por as peças nos lugares. Mas o desafio dá valor e significado aos movimentos certos, quando finalmente conseguimos realizá-lo. Segundo a Cabala, é a vida. E tendemos a dar tanto passos errados  como certos no quebra-cabeça da vida. Mas cada vez que deixamos de reagir aos eventos externos e resistimos às nossas tendências egoístas naturais, encaixamos mais uma peça do quebra-cabeça. Cada vez que restringimos o desejo de reagir e somos proativos, outra peça é colocada no lugar certo. Cada um de nós nasceu no momento preciso que nos propiciou a melhor oportunidade de nos tornarmos mais parecidos com a Luz e de ascender a um nível mais elevado de consciência. Isto é, estamos aqui para nos tornarmos melhores ao compartilhar, e para nos transformar na causa da nossa plenitude- ao fazer isso, nos reconectamos com a Luz que nos criou. A Cabala diz que nossa vida atual é um agregado de todas as anteriores. Nelas enfrentamos problemas e desafios e fizemos determinadas escolhas. Algumas dessas escolhas foram boas, outras nem tanto. Reagimos às influências externas que a vida lançou sobre nós. Sucumbimos a todas as tentações que gratificaram o ego sem nem sequer olharmos para a pessoa próxima a nós. Segundo o Rav Berg, pelo processo de reencarnação, retornamos a uma localização astrológica que nos dá melhor oportunidade possivel de revisitar aquelas escolhas não tão virtuosas. Dessa vez,  podemos fazer escolhas diferentes e superar limitações que retiveram o crescimento da alma. Devemos jogar o jogo até acertar. É exatamente como crianças jogando videogame-continuam jogando e perdendo, e aprendendo, e se lembrando, até que conseguem desvendar os truques do jogo, passam por todos os níveis e…vencem!