E chegamos ao sábado. Eu tive uma semana bastante movimentada, com muita adrenalina…rs…sim, problemas foram solucionados e me revelaram também a oportunidade de compartilhar coisas boas. O trabalho tem me gerado uma satisfação enorme, por conta de minha disponibilidade. Não há dia, nem hora. Eu estou full time fazendo o que mais eu gosto na vida, que é me comunicar. Basta estar inspirado para eu sentar ao laptop, como nesta manhã, e começar a compartilhar as impressões de um espectador que tem, hoje, muito mais consciência de seu papel. Quando a inspiração não pinta, vou atrás dela…rs… No início é transpiração…rs… mas aos poucos vai se transformando em algo que gera um bem estar indescritível. É o que sinto no momento, ao partir para mais um desafio, me reinventando sempre. Estudo a Cabala e aprendo que temos que abrir a mente para renová-la eliminando o que tem que ser eliminado, os valores negativos, e cultivando a positividade, o amor. Ao geramos Luz em nossas vidas, com atitudes positivas, compartilhando, as trevas naturalmente vão embora.  E como sempre faço em momentos de grandes questionamentos, confesso, não é fácil tomar determinadas atitudes, consulto o Oráculo da Cabala, de Richard Seidman, ensinamento místico das letras hebraicas. Olha a letra que eu tirei desta vez. A Kuf. Isso quer dizer que me encontro em busca da santidade. O Kuf é a letra da santidade. O Kuf vale cem, que é o número da completude e da perfeição. O Kuf está no centro das palavras hakf, “circundar” e hakafa, ” ciclo”. O Kuf, enquanto cem, marca ao mesmo tempo o fim de um ciclo velho e o início de um novo. Todo fim envolve alguma forma de morte. A perna do kuf ultrapassa a linha inferior da escrita, alcançando o mundo inferior. Mas a parte superior da letra mantém-se elevada neste mundo. O Kuf vive em ambos os reinos. Conectando o velho ao novo, o Kuf nos desafia a fazer as pazes com a mudança, encontrar a santidade e a completude  na perda, e também um novo início. Podemos ser como o rabino Moshe de kobryn. Quando perguntaram a um de seus discípulos qual era a coisa mais importante para seu mestre, o discípulo respondeu:  ” O que quer que ele estivesse fazendo naquele momento”. Exatamente ao mesmo tempo que tudo é um vasto vazio, sem nada santo, tudo é santo! O rabino Abrahan Heschel dizia: “Ser já é uma benção. Viver já é santo”. O rabino Nachman recomendava: ” Busque o sagrado no comum. Busque o extraordinário no trivial”. O Kuf me convida, neste momento, a expressar a santidade que não é santidade e a recordar: ” Viver já é santo”. Resumindo a aplicação do Kuf: fazer as pazes com a mudança e encontrar a santidade e a completude na perda, e também um novo início. Dedicar uma oferenda tangível à fonte da vida. Estar aberto e atento para receber inspirações e ensinamentos do ser humano e da Divindade. Fazer o que precisa ser feito, com uma atitude de ” não sei”.

Kuf
Kuf

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