Ontem, quarta, rolou inusitado. Imprevisível eu diria. Saímos do apartamento por volta do meio dia com destino ao Marais, o bairro judeu, gay, e com muitas atrações como lojas  bonitas, descoladas como a loja japonesa Muji, me lembrou Mogi, rsss, bares e restaurantes. O Marais está efervescente por conta da liquidação e pelo Gay pride que ocorrerá neste sábado. Durante horas entramos e saímos de lojas conferindo os descontos de 30 à 50%. Um programa gostoso. De lá, no início da noite fomos visitar um amigo de Lire, Ilies  Bensetti, cabeleireiro, que conheci no final dos Anos 90- em 99 Ângelo Rocalli esteve comigo em Paris e o conheceu- e acabamos indo parar no apartamento de um outro amigo, Hamid Doubalah, um argelino super elegante, onde fizemos a happy hour que acabou se estendendo até as 23 horas, com bom vinho e boas conversas, eu aproveitando a oportunidade para praticar o francês. Recepção nota 10. Fomos cercados o tempo todo por gentilezas. E a noite não ficou só nisso. De lá saímos a pé pelo bairro, parando em bares e quando vimos já era quase uma hora da madrugada de quinta. No trajeto parei em uma loja de comidas árabes e lembrei muito da Manira. Aproveitei  a oportunidade e comprei porções, de quibe, esfiha, babaganuche, que estão na geladeira e serão degustadas hoje na hora do almoço. Na volta para casa comentamos Lire e eu que nunca imaginávamos que fossemos ter uma noite tão agradável, em companhia de gente tão agradável. Paris é Paris. Nesta quinta, que, por sinal, amanheceu chuvosa e fria, o sol aparece tímido. No final da tarde, às 17 horas, tenho um encontro marcado em um bar, em Montmartre, com Marie Laure Solanet, que foi embaixatriz do Brasil em Paris e Washington por 9 anos, escritora, que se prepara para lançar um outro livro. Ela é amiga de Cecília Yoshizawa que foi o canal de contato com ela em Paris. Como se pode perceber estou aproveitando e muito bem os dias que passo em Paris, não só para bater pernas, desfrutar a cidade, mas também para fazer matérias interessantes. Os bons relacionamentos tem abertos portas. E boas portas. (WD)