Séruns, cremes, hidrantes corporais e até sabonetes. O ácido hialurônico está cada vez mais presente nos produtos de cuidados pessoais das brasileiras. A substância, que já é tradicionalmente conhecida nos tratamentos em clínicas dermatológicas, invadiu o mercado de beleza nacional. Mas esse sucesso todo não é à toa: o ácido hialurônico é uma substância produzida naturalmente pelo organismo e é responsável pela saúde, volume e elasticidade da pele. Também é a grande estrela nos procedimentos de harmonização facial e nos preenchimentos de olheiras e lábios.

Com toda a fama, surgem também muitas dúvidas sobre os principais usos e indicações. Por isso, a dermatologista Cinara Turra, speaker da Sinclair Pharma, esclarece os mitos e verdades que giram em torno do ácido hialurônico, a substância que se tornou a queridinha entre as brasileiras quando o assunto é tratamento e cuidados com a pele.

 

1) O corpo começa a perder ácido hialurônico a partir dos 30 anos.

Mentira. “Na realidade, o nosso corpo começa a diminuir a produção de Ácido Hilurônico a partir dos 25 anos, mas de forma gradual e progressiva. A produção não para, mas diminui com o passar dos anos”, explica a dermatologista.

3) O uso de ácido hialurônico é indicado para qualquer idade.

Verdade “Considero que utilização do ácido hialurônico não está relacionada somente à idade, e sim à indicação. Se uma pessoa jovem sofreu um processo de oxidação celular e maior produção de radicais livres, acelerando o processo de envelhecimento cutâneo, já tem indicação de realizar procedimentos que melhorarão de forma natural e rápida essa necessidade”, afirma.

2) A ação do ácido hialurônico injetado diretamente na pele é igual à ação dos dermocosméticos que contém a substância na fórmula.

Mentira. “Quando injetamos ácido hialurônico, aumentamos diretamente a captação de moléculas de água para a área tratada, o que vai proporcionar maior revitalização, viço e recuperação de volume (dependendo do tipo que é utilizado)”, explica. O que não acontece com os dermocosméticos, já que eles têm uma penetração e absorção cutânea limitada.

4) Por ser um ácido, a aplicação injetável é dolorida?

Mentira. A aplicação é totalmente suportável, com leve ardência em áreas de maior sensibilidade facial, como a região medial (nariz, região oral e queixo). Segundo a especialista, a aplicação também pode ser feita com anestésicos tópicos para deixar o procedimento ainda mais confortável para o paciente.

5) O efeito do ácido hialurônico injetável é permanente?

Mentira. “A substância injetável é biocompatível, bioabsorvível, 100% biodegradável, ou seja, será reabsorvido completamente pelo nosso corpo ao longo dos meses” afirma. “Sua duração é de 12 meses, em média”, completa a médica.

6) O ácido hialurônico em dermocosméticos pode ser usado durante o dia e durante a noite.

Verdade. “Os cosméticos à base de ácido hialurônico proporcionam uma película protetora, melhorando a hidratação das camadas mais externas da pele, por isso, são excelentes aliados do skincare. Além disso, não é uma molécula fotossensibilizante, portanto, pela manhã pode-se aplicar um dermocosmético à base de AH antes do filtro solar. E à noite, após a rotina de limpeza”, ensina.

9) Não existe nenhuma contraindicação ao uso do ácido.

Mentira. “Existem alguns casos pontuais em que o ácido hilurônico injetável estaria contraindicado, por isso é extremamente necessário realizar uma consulta médica antes da realização do procedimento para saber se você apresenta alguma contraindicação ou não”, recomenda.

10) O colágeno e o ácido hialurônico são a mesma coisa.

Mentira.  “O ácido hialurônico é uma molécula que tem capacidade de retenção de água, o que proporciona hidratação aos tecidos, mantendo o viço e os volumes adequados. Já o colágeno, que também é uma substância produzida pelo nosso organismo, vai manter a estrutura de sustentação da pele, o brilho natural e a elasticidade”, explica a médica. Para completar,  a Dermatologista afirma que quando perdemos essa sustentação, começamos a observar o aparecimento de flacidez cutânea.