Foto de Robson Regato, do livro W Crônica de um tempo, foi tirada há 9 anos. Na época, Willy tinha 62 anos

 

A Shalom é o templo de Willy Damasceno!

É neste lindo espaço, instalado na Avenida Castelo Branco, em uma área cercada de muito verde, que o Willy viveu desde maio de 1997. E dentre tantas belezas, típicas de um cartão-postal e de uma paradisíaca chácara, um dos cantos preferidos dele era onde se encontrava a rede, em um sala interligada à cozinha.

Como bom cearense, algo que ele gostava de frisar bem, era na rede que ele ficava ‘livre, leve e solto’.

 

Ele sempre acordava cedo, fazia as suas voltas matinais pela Shalom, registrando sempre algo que lhe chamasse a atenção, ou, então, que pudesse encantar os seus leitores e seguidores das redes sociais, e depois ia descansar um pouco na rede.

 

Era na rede que ele ficava no ‘mais puro ócio’, que como diz o sociólogo italiano Domenico de Masi, pode ser criativo. Esta também era a forma de pensar de Willy.

 

 

 

Também da rede, com o celular em mãos, ele compartilhava as primeiras impressões do dia, sempre agradecendo a Deus por mais um dia.

 

Conto um pouco desta história porque neste domingo (29) faz uma semana da morte de Willy, que faleceu nesse lugar que ele tanto amava, depois de ter acordado e caminhado pela Shalom.

 

E, após à linda celebração da Missa de Sétimo Dia, na manhã deste domingo, no Santuário Sagrado Coração de Jesus, pelo Monsenhor Antônio Robson Gonçalves, pároco da igreja, o grupo de canto da igreja cantou a música Naquela mesa, de Nelson Gonçalves.

 

O amigo de Willy, Estevam Conde Neto, fez uma adaptação à letra, que ficou Naquela rede, ou seja, onde diz ‘naquela mesa’, foi cantada naquela rede… E onde dizia ele, ficou Willy.

 

Compartilho com vocês a letra da música original.

 

 

Todas estas fotos que ilustram a matéria são do arquivo pessoal de Willy, e foram tiradas neste ano. A rede foi um presente da amiga Melissa Militão. 

 

Naquela mesa
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ‘tá faltando ele
E a saudade dele ‘tá doendo em mim
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