Carmen Mayrink Veiga morreu na tarde deste domingo (3), dormindo, em casa, no Rio de Janeiro. Ao lado de Tony Mayrink Veiga, ela formou, ao longo das décadas douradas, um dos casais mais elegantes, incensados e proclamados da alta-sociedade. Tive o prazer de conhece-la em um evento que Alice Carta realizou no Club Harmonia, nos Anos 90, para a revista Vogue. Abaixo, um compilado de depoimentos sobre a grande dama da sociedade brasileira, ícone de elegância e bom gosto, como era constantemente referida.
Danuza Leão, em Quase Tudo: “Carmen Mayrink Veiga era a mais bonita de todas; bonita, não: deslumbrante. Alta, morena, cabelos longos, parecia um pouco a atriz Maria Félix e despertava paixões por onde passava. Com um nariz um tanto grande para a época, mais ou menos, à la Barbra Streisand, teve o bom senso de jamais operá-lo. Carmen era de família rica, e sempre soube o que queria da vida: casar com um homem bonito, de boa família, de preferência rico, e que o casamento durasse para sempre. Conseguiu. Queria também ter filhos bonitos, que também se casassem com pessoas bonitas, de boa família, de preferência ricas, e que os casamentos durassem para sempre. Conseguiu; tudo ocorreu exatamente como ela programou, fora algumas tristezas que a vida às vezes apronta; mas faz parte”.

Hildegard Angel, em seu blog, na ocasião da morte de Tony Mayrink Veiga: “Ao lado da incomparável Carmen, ele formou, ao longo de décadas douradas, um dos casais mais elegantes, incensados e proclamados de nosso high, chegando ao Olimpo do grand monde internacional, aquele dos sobrenomes mais aristocráticos e inacessíveis, em se tratando de nobreza e em se tratando de negócios.

Frequentaram as páginas das revistas, jornais e colunas mais faiscantes, os flashes foram deles, as primeiras páginas, as primeiras filas, as melhores mesas, os lugares mais destacados. Ao lado de Carmen, Tony recebeu como lorde, foi recebido como rei. Eram convidados frequentes de caçadas em castelos europeus, bailes espetaculares, festas ímpares, ao lado de Patiños, Schlumbergers, Agnelis, Onassis, Niarchos e outros bilionários que fizeram história.

Andou nos melhores carros, voou nos jatos mais potentes, flutuou nas lanchas mais velozes. Com Carmen, frequentou os melhores restaurantes, bebeu os melhores vinhos (ela, pouco, pois praticamente não bebe). O mundo foi deles. E eram lindos, jovens, vigorosos, especiais.

Viveram o melhor que puderam, luxaram muito, se vestiram com extrema elegância. The best of the best. Juntos, souberam exercer com maestria o savoir faire, o savoir vivre, a verve, a sofisticação. Tudo isso com muito dinheiro, e sabendo gastar com requinte todo o dinheiro que tinham”.