CELEBRANDO A MULHER

 

O Dia Internarcional da Mulher é celebrado nesta segunda-feira, 8 de março, e o Caderno W, que tem sido a passarela, a vitrine, de mulheres significativas, sempre destacando as suas qualidades, aliás, tem na equipe uma mulher, a jornalista Maria Salas, a quem pedi que fizesse o texto, que, por sinal, me emocionou, para homenagear esse ser divino, afinal, é ela quem dá a luz à vida e se existimos, devemos a mulher essa benção. Merci, Maria.

Pensei em selecionar em meus arquivos, fotos de mulheres que admiro, de mulheres que fizeram e fazem parte da minha história, muitas e muitas amigas, relevantes, para ilustrar esta homenagem. Mas decidi, me reinventando novamente, em tempo de pandemia, alinhavar uma edição especial do Caderno W,  com o apoio da jornalista Marta Vincentin, que substituiu a Maria Salas no tempo em que esteve ausente. O especial, inicialmente, será só digital, para o final de março, e assim tenho tempo para homenagear um time de mulheres, que não passa despercebido, e merece ser lembrado com carinho, bom gosto, elegância e civilidade, do jeito que só o Willy Damasceno sabe fazer…rs… E que repercute positivamente.

 

A jornalista Maria Salas é a autora do texto abaixo, que me emocionou, e tenho certeza vai encantar o leitor, pela realidade da vida das mulheres nessa pandemia. E no dia dedicado às mulheres ela as representa

 

“A pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que assola o mundo há um ano, colocou em evidência a eficácia feminina diante de tantas atribuições. Sim, a mulher sabe que dá conta, ou sabia, até então!!

Assim como o homem, a mulher também tem a responsabilidade da carreira, de colocar dinheiro na casa e cuidar da família. Tudo ia bem, com uma rotina regrada: filhos na creche ou na escola e pais trabalhando. MAS…

Chegou a pandemia e com ela, dentre tantos outros problemas, não existe a possibilidade de deixar filho em creche, com ajudante ou pais, e a mulher assume essa tarefa também. Não que ela já não fizesse isso antes, mas agora todos estão em casa e ficou muito difícil – além de cansativo – conciliar gestão da casa, assumir papel de cuidar das crianças em tempo integral e ainda continuar trabalhando. Vejo relatos de mães – as que estão em home office – que trabalham de madrugada para poder dar conta das tarefas do dia. Ah, e tem ainda o homeschooling, ou simplesmente, estudo remoto. Não há redes de apoio. Há a ajuda do pai, que se reveza com a mãe. Em outros casos, contudo, ‘o trabalho do pai é mais importante que o da mãe’ e há mães se sentindo culpadas por ‘não darem conta de tudo’…

O ficar em casa, ainda que seja uma medida de segurança e, no limite, de sobrevivência, torna-se um movimento possível apenas àquelas e àqueles que se encontram em posições privilegiadas. E mesmo assim não está tudo bem!

Daí, nesta semana, li a mensagem abaixo:

“Você não precisa dar conta de tudo, você não precisa ser supermãe, superesposa, superdona de casa, superprofissional, supermulher, o que você precisa é cuidar da sua saúde mental, por que perfeição leva a loucura, e não é isso que você quer né?! Pois quando seu corpo pedir arrego vão ser poucos que lembrarão que você tentou ser tudo em uma só!”, – Miriam Keiko Morikawa

O que me dizem? Concordam, discordam ou tanto faz?

Segundo o levantamento Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto homens dedicam, em média, 10,5 horas semanais às tarefas domésticas, as mulheres destinam 23,3 horas de suas semanas com afazeres em casa.

É humanamente impossível fazer tudo, isso vai dando um estresse, uma angústia, uma fadiga, porque nada sai bem feito… O cuidar ainda é um ato muito feminino. Mas, nós mulheres, estamos cuidando de nós mesmas? O que você tem feito por você?

Se o Dia Internacional da Mulher é celebrado para levantar questões reflexivas sobre o atual papel da mulher na sociedade, então nada mais certo do que pensar com mais carinho nessa pessoa que é, sim, essencial para fazer o mundo girar, mas que também precisa de atenção e afeto.

Vocês já perceberam que isso vem ocorrendo? Se ainda não, há inúmeros relatos reais pelas redes sociais. Histórias de mulheres sem a rede de apoio que antes existia, sem escolinha e sem divisões sobre o que é tempo para si, para os outros e para o trabalho.

Quando o Willy Damasceno me atribuiu a tarefa de escrever o texto para o Dia Internacional da Mulher, logo pensei em seguir por esta temática. É, claro, que seria muito mais bonito falar de flores, imaginar um cenário de comercial de margarina e romantizar este dia, mas não. Isso seria irreal. Vamos ser realistas e solidárias com as supermulheres.

Eu também poderia ter escolhido escrever sobre o crescimento do empreendedorismo feminino. Porém, já há muita gente falando sobre. De qualquer forma, segue um dado aí: somando mais de 25,8 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil, elas representam 50% dos negócios iniciais no país e 43,5% dos estabelecimentos totais.  É de se admirar mesmo!!

Parabéns a nós mulheres! Parabéns a você, mulher!”

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