Acordo na manhã desta segunda-feira pensando no trabalho que vou desenvolver durante a semana, de hoje a sábado, e me preparo emocionalmente para isso. No sábado fecho a edição impressa do Caderno W de fevereiro.  A primeira coisa que faço, mentalmente,  é agradecer a Deus por mais um dia de vida, com saúde e disposição para o trabalho. O resto a gente tira de letra…rs… Com disciplina e determinação vou conquistando o espaço que me cabe como colunista social, que se renova, se reinventa e por isso se mantém como formador de opinião passados mais de 42 anos. Não tenho medo do batente.  Como todo mundo, tenho problemas, aliás, dizia outro dia a amigos, que a gente vem a esse mundo só para resolver problemas. Quando você pensa que não vai ter mais, aparece outro, outro e mais outro, e assim vamos vivendo, por conta do empenho em resolvê-los, e por conta disso, nos sentimos vivos…rs… A vida sem problemas seria muito monótona…rs…chego a essa conclusão. Com a consciência de que é preciso evoluir sempre e da melhor maneira, vamos seguindo, os anos vão passando, e quando menos se espera chega-se aos 50, aos 60 e daqui há dois anos, no meu caso, aos 70. Olho para trás e vejo que a minha vida em Mogi das Cruzes rolou fértil, acertei bastante, errei muito, mas o saldo no final, agora, aos quase 68, é dos mais positivos. Graças à minha intuição fui um sujeito, melhor continuo sendo, que nunca teve medo de mudanças, que ocorreram continuamente e sempre com bons resultados. Hoje me sinto literalmente falando, livre, leve e solto. Como gosto. Dono do meu nariz…rs… E nesse clima de aprendizado contínuo, que adoro, inicio a edição de meu novo livro, o terceiro, o autobiográfico, que ainda não tem nome, estou aceitando sugestões, que pretendo lançar em novembro de 2020. Será o convite da festa dos meus 45 anos de colunismo social.  Volto no tempo e seleciono naturalmente as passagens mais relevantes de minha existência desde os 6 anos de idade. E esse mister, confesso, me deixa com a emoção à flor da pele. É uma sensação deliciosa mexer nas lembranças e recordar pessoas e momentos vividos e devidamente registrados, como eu costumava dizer em minha coluna no Diário de Mogi, no início dos Anos 80, registros para a posteridade. E continuo nessa agradável missão com a certeza de que é possível continuar fazendo o que se gosta a despeito da chegada dos anos, com mais consciência e celebrando a vida. E nessa vibe de positividade em que me encontro, ilustro esse texto, que era para ser de poucas linhas e acabou se alongando…rs… com a foto de amigos queridos, Mário Santos do Prado e Denise Almeida com o filho, Luigi, um garoto esperto e muito simpático, que chegaram para somar em minha vida e são muito bem vindos.