Não poderia de maneira alguma ficar alienado do espírito do Natal. Só optei por permanecer em casa, não por falta de convites de amigos, mas para  pensar e repensar a vida, para o próximo ano, e me dou ao luxo de voltar no tempo, à minha infância, adolescência, juventude, e recordar momentos relevantes em minha trajetória, marcada indelevelmente por grandes mudanças. Nasci numa família católica, com 12 anos meu pai me colocou num Juvenato Franciscano, em Baependi, a terra da Nhá Chica, pensando em minha boa formação, de lá para Pindamonhangaba, adolescente ainda segui para o Seminário Redentorista de Santo Afonso, em Aparecida, e se não bastasse toda essa minha imersão religiosa, em 1972 entrei como postulante no Mosteiro de São Bento, do Rio de Janeiro, onde permaneci 6 meses, tentando me encontrar. E me encontrei.  Tanto que quando o deixei, decidi que iria dar um outro rumo à minha existência, e, acredite se quiser, virei cabeleireiro…rs… e talentoso.

Cheguei em Mogi das Cruzes no dia do meu aniversário, 12 de julho de 1975 e quis o destino que eu me tornasse colunista social no dia 29 de novembro do mesmo ano. Ocorreu tudo muito rápido. Muitas mudanças, que, aliás, não pararam mais de lá para cá. Continuam em curso… Adoro me reinventar. E de lá para cá, falando espiritualmente, fui evangélico, frequentei a Adhonep, dei testemunhos, na sequência conheci a Cabala e hoje em dia costumo dizer aos amigos mais próximos, que estou meio agnóstico…rs… Sou de tudo um pouco.  A maturidade me faz descobrir a essência das coisas que me cercam e respeito todas as crenças, lapidando a minha, a ponto de considera-la restauradora. Gosto do Natal, de seu espírito de amor que se irradia com mais facilidade nessa época revelando o lado fraterno e solidário das pessoas. Não dá para passar despercebido o fato de que o Natal ao longo das últimas quatro décadas que observo como colunista social virou comércio. Infelizmente mais se fala de Papai Noel do que de Jesus Cristo, o aniversariante. Essa é a realidade de 2018. Como vejo positividade em tudo também sou beneficiado pelo Natal ganhando carinho extra de amigos que sempre se lembram de mim e aproveito a oportunidade para agradecer a boa energia dos cumprimentos que tenho recebido nos últimos dias via Redes Sociais.

 Evocando o espírito natalino, que é do mais puro amor, escolhi uma amiga que  adoro, que é muito especial em minha vida. Ela é mais do que uma simples amiga, é uma irmã de coração, como Cidinha Pires, que homenageei outro dia, Antonieta Lafuente Costa Freitas, que há muitos e muitos anos, de cabeça não sei precisar quantos, sempre me  presenteia com uma travessa de bacalhoada cremosa, divina, que sempre como rezando e cometendo o pecado da gula….rs… Mesmo morando em São Paulo há muitos anos, jamais esquece do amigo. A nossa relação de amizade, de carinho e respeito, costumo dizer, é de vida passada. Só pode ser.  Esse afeto se estende também  à sua irmã, Angelita, aliás, às suas famílias.

 E nesse clima de amor cultivado com desvelo procurei no arquivo uma foto que representasse o carinho que nutrimos um pelo outro e encontrei esta, já publicada no Caderno W, e que merece repeteco, com uma nova legenda. De mãos dadas formamos corrente de positividade celebrando uma amizade que extrapola o lugar comum embalado pelo espírito do Natal. E através dela desejo a todos um Feliz Natal.

Com essa amiga querida, Antonieta, que considero como irmã, desejo da todos um Feliz Natal