Buenos Aires, Argentina - November 20, 2010:Obelisk of Buenos Aires, historic monument and icon of Buenos Aires, located in the Plaza de la Republica in the intersection of avenues Corrientes and 9 de Julio, Buenos Aires, Argentina

Belas paisagens, variedade de atrações e ótimo custo-benefício: não faltam motivos para escolher a Argentina como destino de sua próxima viagem internacional. Buenos Aires, Córdoba, Mendoza, Salta e Jujuy formam um roteiro inesquecível pelo país, que está mais uma vez de braços abertos aos brasileiros.

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Com a reabertura das fronteiras, a Argentina volta a aparecer como um dos destinos favoritos entre os brasileiros. A oferta de voos entre o Brasil e o país vizinho tem aumentado cada vez mais. Outra vantagem é o ótimo custo-benefício que a Argentina apresenta, com taxas cambiais muito favoráveis para os estrangeiros.

Além disso, a proximidade faz com que muitos brasileiros escolham a Argentina como destino de sua primeira viagem internacional. Partindo de São Paulo, por exemplo, o voo a Buenos Aires é mais curto do que os voos que levam à maioria dos destinos do Nordeste. Com todos esses fatores, o Brasil continua como o principal mercado emissor de turistas para a Argentina.

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Na hora de escolher o roteiro, as opções são inúmeras e o país não decepciona: das paisagens andinas às cidades vibrantes, das regiões áridas às belezas da Patagônia, do enoturismo ao turismo de aventura. Pensando em uma viagem ainda no primeiro semestre de 2022, selecionamos um roteiro bem variado, começando pela imperdível Buenos Aires e seguindo até o noroeste do país, onde se destacam os passeios ao ar livre e próximos à natureza.

Buenos Aires para todos os gostos

Como uma das grandes metrópoles da América do Sul, Buenos Aires é uma cidade agitada e apresenta uma grande variedade de atrações turísticas, parques bem arborizados, bares, cafés, restaurantes, lojas e centros culturais, dos museus às livrarias. Simplesmente, não dá para viajar para a Argentina sem conhecer Buenos Aires.

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Além de uma vida noturna agitada, na qual se destacam os espetáculos de tango nas casas de show pela cidade, há inúmeros passeios para fazer durante o dia e, para conhecer os principais bairros de Buenos Aires, prepare-se para caminhar bastante. Vale começar pela região central, onde está a Casa Rosada, um belo edifício do século XIX e sede da presidência da república.

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Bem em frente está a icônica Plaza de Mayo, cenário de frequentes protestos, como os das Mães da Plaza de Mayo. Na mesma área, conheça a Catedral Metropolitana e o Cabildo (Museu Histórico Nacional). Na sequência, caminhe pela Avenida de Mayo, que guarda belos edifícios em estilo europeu e joias como o famoso Café Tortoni, o Teatro Avenida e o Palacio Barolo (cujo rooftop tem o bar e restaurante Salón 1923, com ótima vista para a cidade).

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A Avenida de Mayo leva ao Congresso Nacional e à Plaza del Congreso. Outra importante via do centro de Buenos Aires é a Avenida 9 de Julio, larga, extensa e muito movimentada. É onde fica o Obelisco, de 67 metros de altura, e uma das construções mais bonitas da capital: o Teatro Colón. Além de contar com concertos de música clássica, óperas e balés, oferece visitas guiadas.

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Por falar em espetáculos, há diversos teatros pela Avenida Corrientes, considerada a Broadway de Buenos Aires. Já para compras, você encontra boas opções na Calle Florida e nas Galerías Pacífico, um shopping inspirado nas Galeries Lafayette de Paris.

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A próxima parada é San Telmo, um dos bairros mais antigos da cidade e que virou queridinho dos mais descolados. Pelas ruas de paralelepípedos, você encontra galerias de arte, muitos barzinhos, murais grafitados e lojinhas. O bairro é muito conhecido pela feira de San Telmo, que acontece aos domingos e começa na Plaza Dorrego, com venda de antiguidades, souvenires e roupas. Na esquina das ruas Chile e Defensa, não deixe de tirar uma foto com a estátua da Mafalda.

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Porém, talvez o lugar mais fotografado de Buenos Aires seja o Caminito, no bairro de La Boca, uma estreita rua para pedestres repleta de casinhas coloridas e um dos cartões-postais da cidade. A área no entorno do Caminito também é cheia de cores, além de lojas de souvenires, restaurantes e bares. Pertinho dali, quem é fã de futebol deve conhecer La Bombonera, o famoso estádio do Boca Juniors.

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Já a Recoleta é um dos bairros mais chiques de Buenos Aires, com prédios em estilo parisiense e muito convidativo para passeios a pé. Além de boutiques elegantes e shoppings de luxo, como o Patio Bullrich, ali está uma das livrarias mais bonitas do mundo, a El Ateneo Grand Splendid, instalada em um antigo teatro centenário. Outra parada obrigatória é o Cemitério da Recoleta, onde se encontram os túmulos de importantes personagens da história argentina, como Evita Perón.

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Com uma vasta coleção de arte nacional e internacional, no Museu Nacional de Belas Artes é possível conferir obras assinadas por Rembrandt, Degas e Cézanne, entre outros artistas. Já na Plaza Naciones Unidas, a Floralis Genérica faz sucesso – uma grande escultura de aço em formato de flor, cujas pétalas fecham à noite.

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A badalação de Buenos Aires se concentra mesmo no bairro de Palermo. Cheio de bares e restaurantes, é o epicentro da vida noturna da capital. Muitos desses estabelecimentos são encontrados em torno da Plaza Serrano, em Palermo Soho, onde acontece uma feirinha aos fins de semana. A região também tem várias lojas descoladas.

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Em Palermo, não deixe de conhecer o Malba (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires). Além de ser a casa do Abaporu, de Tarsila do Amaral, o museu guarda ainda obras de Frida Kahlo, Diego Rivera e Portinari. Enorme área verde, os Bosques de Palermo são um parque com mais de 80 hectares e vários lugares para conhecer. Entre os pontos mais famosos estão o Jardim Japonês, o Rosedal, que conta com mais de 18 mil rosas, e o Planetário Galileo Galilei. Próximo a Palermo, vale visitar a casa do River Plate, o Estádio Monumental de Núñez.

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De volta à região central de Buenos Aires, Puerto Madero é o polo moderno da cidade. Junto ao Rio da Prata, essa área portuária, antes obsoleta, foi revitalizada e se transformou em queridinha entre turistas e moradores. Hoje, tem arranha-céus de alto padrão, escritórios de grandes empresas, hotéis de luxo e alguns dos melhores restaurantes da capital – muitos deles têm vista para o rio e para a icônica Puente de la Mujer.

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Por falar em gastronomia, esse é um dos pontos altos de uma viagem a Buenos Aires, a começar pelas carnes e parrillas. Há ainda ótimas pizzas, graças à influência dos imigrantes italianos, empanadas e, de sobremesa, sorvetes e alfajores de doce de leite.

Córdoba: uma viagem pela história

Córdoba é a segunda maior cidade da Argentina, mas no quesito turismo ainda é bem mais discreta do que outros destinos, como Buenos Aires e Bariloche, principalmente para o mercado brasileiro, que ainda não descobriu o real valor de seus atrativos.

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Na área central do país, a 700 km de Buenos Aires, tem como uma das principais características a junção entre o centro velho e a parte nova e moderna, o que faz do local uma metrópole com ares de cidade do interior.

Com um patrimônio bem preservado, Córdoba proporciona uma verdadeira viagem na história. Fundada em 1573 pelos espanhóis (por isso tem o mesmo nome da cidade espanhola localizada na Andaluzia), passou por um amplo domínio dos jesuítas, que chegaram ali em 1599, fizeram morada e foram expulsos quase dois séculos depois. Mas todo o patrimônio deixado por eles hoje forma atrações turísticas muito visitadas, principalmente por ter sido tombado pela UNESCO.

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O Quarteirão Jesuíta e Estâncias de Córdoba, como popularmente é chamada a Manzana Jesuítica, fica no centro da cidade e é visita obrigatória. Essa área é dedicada à memória dos jesuítas que permaneceram na cidade durante séculos e inclui diversos conjuntos históricos arquitetônicos.

Outro destaque é a Universidade Nacional de Córdoba, inicialmente onde os alunos da ordem religiosa recebiam aulas de filosofia e teologia. O local se chamava Colégio Máximo. Depois da expulsão dos jesuítas, a grade de estudos jurídicos foi incorporada e, assim, nasceu a Faculdade de Direito e Ciências Sociais. Com o passar dos anos, outras disciplinas foram adicionadas e a faculdade tornou-se uma universidade – a primeira da Argentina e, hoje, uma referência mundial.

O Colégio Nacional de Monserrat, assim como todos os edifícios que ficam na Manzana Jesuítica, foi construído pelos jesuítas que estavam em missão pelas Américas. De 1687 a 1767, a instituição, que englobava o colégio e a universidade, era muito prestigiada e alcançou grande renome, isso até a expulsão da Companhia de Jesus. Depois disso, quem assumiu o controle foram os franciscanos. Só em 1907 foi definitivamente anexado à Universidade Nacional de Córdoba. Nos anos 2000, depois que a UNESCO declarou toda a Manzana como parte do Patrimônio Cultural da Humanidade, o museu em homenagem à história de Monserrat foi inaugurado.

A Igreja da Companhia de Jesus, que também faz parte das atrações históricas de Córdoba, é a igreja mais antiga da Argentina e também a mais importante em valor cultural. A doação de suas terras foi feita pelo neto do fundador da cidade, Dom Manuel Cabrera, para pagar uma promessa que fez em uma viagem a Roma. O que mais chama a atenção é a construção em estilo colonial, especialmente por estar em meio à área urbana. Hoje, a igreja se encontra muito bem preservada e permanece em uso para celebrações e atos litúrgicos.

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Ainda na região central da cidade, existem outros pontos turísticos para conhecer, como a belíssima Catedral de Córdoba, o Centro Cultural Cabildo e o Museu da Memória, dedicado para os torturados e mortos durante a ditadura militar. O local reúne exposições que contam a história do país nessa época, além de estar instalado em um dos antigos centros de detenção. Estas atrações citadas ficam na Plaza General San Martín, famosa por ser point de dançarinos de tango.

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Bem próximo dali, o Paseo del Buen Pastor é um prédio histórico que foi reformado para se tornar uma enorme galeria, com restaurantes e um centro cultural. Muitos estudantes costumam ficar ao redor, nos jardins, descansando e aproveitando o tempo.

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Rica em belíssimas paisagens, a região de Córdoba oferece um diversificado turismo de aventura, que conta com atividades de birdwatching e pesca esportiva. Outra opção de passeio é explorar o Caminho Real, ao norte da província, que proporciona um itinerário cultural de 176 km partindo de Colonia Caroya até os limites de Santiago del Estero, onde o visitante poderá ver cenários diversos, patrimônios edificados e diferentes tradições locais. A Rota do Vinho e os Sabores de Córdoba são outros roteiros para complementar o seu passeio pela região.

Mendoza: paraíso do enoturismo

Localizada aos pés dos Andes, Mendoza é a capital da província homônima e a capital do vinho da Argentina. É muito comum que, ao visitar Córdoba, o turista também visite Mendoza e vice-versa, já que, para as dimensões do país, as duas cidades estão próximas – cerca de 650 km de distância.

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A história de Mendoza começa bem antes da chegada dos colonizadores espanhóis, com os huarpes, povo indígena que já habitava essa região. O local fazia fronteira com Tahuantinsuyo, estado do Império Inca, e supõe-se que o povo andino chegou até a atual Mendoza por volta de 1481, já que o sistema de água dos huarpes era bem parecido com o dos incas.

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Em 1581, a cidade foi dominada pelos espanhóis que vinham do Chile, e eles transformaram totalmente a região. No entanto, isso tudo acabou no ano de 1861, quando um terremoto destruiu a cidade. Após a reconstrução, Mendoza tornou-se um oásis no meio do deserto: cheia de árvores, ruas bem largas, prédios baixos e pronta para se proteger de possíveis terremotos.

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Já sua história com o vinho, que fez com que Mendoza fosse um destino mundialmente conhecido, começa mais ou menos na mesma época em que os espanhóis começaram a fazer os assentamentos de terra. Foram os jesuítas que trouxeram uvas do Chile para a região.

Atualmente, Mendoza é responsável por 70% da produção vinícola da Argentina e é uma das grandes produtoras mundiais de vinho. Tanto que leva a fama de produzir o melhor Malbec do mundo. São mais de mil bodegas – como são chamadas as vinícolas em castelhano –, das mega produtoras às pequenas, geralmente administradas por famílias da região. Muitas oferecem degustações, tours e até restaurantes.

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Mendoza está no famoso Caminos del Vino, que se divide em quatro rotas. São elas: a Zona Norte, onde a maior parte das vinícolas abertas ao público se concentra; a Zona Leste, que é a principal área produtiva e bem rural, que contrasta com a belíssima cordilheira ao fundo; a Zona Sul, que fica no sopé da cordilheira principal, onde o turismo de aventura, como o esqui, é bem explorado, já que há um forte contato com a natureza.

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E por último, o Vale do Uco – essa região fica ao sopé da Cordilheira dos Andes, no centro-oeste de Mendoza, e possui três departamentos: Tunuyán, Tupungato e San Carlos. A área é bem fértil, quase não recebe chuvas e tem geadas frequentes e praticamente diárias entre os meses de junho e agosto. Essa região é conhecida por produzir vinhos de alta qualidade, principalmente Chardonnay, Malbec, Merlot e Pinot Noir.

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Ao contrário do que dizem por aí, você não precisa ser um expert em vinhos para conhecer o Caminos del Vino, pois os tours são exatamente feitos para isso: para conhecer e entender. Os enólogos explicam todo o processo de plantio, colheita e produção, e alguns até arriscam um pouquinho de portunhol para que o visitante brasileiro consiga entender melhor.

Além da Rota do Vinho, Mendoza oferece outros atrativos. Uma parada obrigatória é a Plaza Independencia, conhecida também como Parque Plaza Independencia, devido ao seu tamanho. São 200 metros de largura de cada lado – o que equivale a mais ou menos quatro quarteirões. Foi construída depois do terremoto de 1861 para marcar o novo centro da cidade que tinha sido destruído. Sua característica registrada é a enorme fonte que dá um show com suas águas que dançam. No local ocorrem diversas apresentações artísticas, além de uma feirinha de artesanato.

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Outras quatro praças fazem parte do conjunto central: a Plaza Italia, a Plaza Chile, a Plaza España e a Plaza San Martín, cada uma com seu próprio estilo, localizadas nas diagonais da Plaza Independencia.

Nada melhor do que conhecer uma cidade e poder ter uma visão panorâmica do lugar. Nesse sentido, no prédio central do município é possível visitar o Mirante Terrace Garden, onde um guia apresenta os quatro pontos cardeais do local e mostra os jardins de flora nativa, esculturas e a Galeria das Rainhas da Colheita.

Salta e Jujuy: o surpreendente norte da Argentina

As províncias vizinhas de Salta e Jujuy reúnem cenários deslumbrantes, não encontrados em nenhuma outra parte da Argentina. Localizadas no extremo noroeste do país e próximas a destinos bem populares, como o Atacama, no Chile, e o Salar de Uyuni, na Bolívia, Jujuy e Salta prometem surpreender os turistas com sua boa mistura de cultura, tradições milenares, gastronomia, natureza e hospitalidade.

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Capital da província homônima, a encantadora cidade colonial de Salta, a 870 km ao norte de Córdoba, tem construções muito bem preservadas a mais de mil metros de altitude, como a Catedral, a Igreja São Francisco e o Convento São Bernardo. Outros passeios imperdíveis no destino são o teleférico, que dá acesso a uma vista panorâmica da cidade, e o Museu de Arqueologia de Alta Montanha (MAAM), que abriga as famosas “Crianças de Llullaillaco” – são três múmias de crianças incas intactas, que datam de mais de 500 anos atrás e são consideradas as mais conservadas do mundo.

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Usando a cidade de Salta como base, há uma séria de passeios para explorar a região. Uma das opções é seguir até Cachi, povoado também com construções coloniais. No caminho, já aparecem vários dos cenários típicos do lado mais árido dos Andes, como a Cuesta del Obispo, a Piedra del Molino e a Recta del Tin-Tin, uma estrada cercada por um mar de cactos gigantes. Você vai querer fazer várias paradas para tirar fotos.

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Ao seguir pela Rota 40 no sentido sul, pelos Valles Calchaquíes, a parada obrigatória é a Quebrada de las Flechas, um desfiladeiro repleto de rochas pontiagudas e inclinadas. A mesma estrada leva até Cafayate, considerada a segunda principal região viticultora da Argentina. Aliás, a Rota do Vinho de Salta é a mais alta do mundo, com vinícolas e adegas centenárias e destaque para o vinho branco Torróntes. Para completar o roteiro temático, visite o Museo de la Vid y el Vino, também em Cafayate.

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Perto dali, através da cênica Rota Nacional 68, formações rochosas esculpidas pela natureza, desfiladeiros e paredões em tons avermelhados surpreendem os visitantes. Entre as paradas mais famosas estão a Quebrada de las Conchas, o Obelisco, o Mirante Tres Cruces, o Anfiteatro (uma enorme concha acústica natural) e a Garganta del Diablo.

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Ainda na província de Salta é possível fazer um dos passeios ferroviários mais icônicos do mundo: é o famoso Trem das Nuvens (Tren a las Nubes). O trem sai do povoado de San Antonio de los Cobres, e para chegar lá você pode agendar um transfer com uma agência em Salta. Vale comprar os bilhetes do trem com antecedência, já que esse passeio é muito procurado. Os trilhos sobem pelas encostas rochosas e o ponto alto do passeio (literalmente) é o Viaduto La Polvorilla, uma bela obra da engenharia, com 63 metros de altura e erguida sobre um vale, a 4.200 metros acima do nível do mar.

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Já na divisa entre Salta e Jujuy estão as Salinas Grandes, um dos maiores desertos de sal do mundo, com mais de 200 quilômetros quadrados, a uma altitude de 3.400 metros. Durante a época de chuvas, a planície salgada é coberta por uma lâmina de água, formando espelhos em azul turquesa.

A capital da província de Jujuy é San Salvador de Jujuy. Repleta de imponentes construções arquitetônicas – entre prédios públicos e igrejas – e cercada pelos Andes, oferece uma boa infraestrutura para os turistas e pode ser a base para essa segunda parte da viagem pelo norte da Argentina. 

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Um curto trajeto de carro leva até Purmamarca, vilarejo de origem pré-hispânica e caracterizado pelas casas de adobe e ruas de terra batida avermelhada. Mas o grande destaque por ali é o Cerro de los Siete Colores (Colina das Sete Cores), uma montanha formada por várias camadas de sedimentos, apresentando faixas multicoloridas que mudam de tom de acordo com a posição do sol. Ainda em Purmamarca, descubra a culinária e o artesanato locais e caminhe pelo Paseo de Los Colorados, uma trilha de 3 km que cerca o vilarejo, repleta de mirantes naturais e cenários deslumbrantes.

Um pouco mais ao norte fica Tilcara, com uma ótima oferta de pousadas, hostels e pequenos hotéis boutique. Por ali, vale conhecer Pucará de Tilcara, importante sítio arqueológico com estruturas de povos pré-colombianos, e a Garganta del Diablo, uma bela cachoeira entre os rochedos.

A mesma estrada leva a Humahuaca, pequena cidade que vai te levar de volta ao século XVI, com suas ruas de pedra e casas de adobe. Ela dá nome à famosa Quebrada de Humahuaca, longo desfiladeiro que já foi um antigo caminho comercial dos incas e está listado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Por ali, há vários roteiros a percorrer, seja a pé, em um veículo 4×4, a cavalo ou mesmo em uma caravana com lhamas.

O principal ponto turístico dessa área é a Serranía de Hornocal, uma cadeia rochosa de formação calcária. Com a erosão, as enormes rochas passaram a ter formatos triangulares, além de camadas sedimentares bem definidas em nada menos que 14 cores diferentes.

Como chegar

As companhias aéreas LatamGOL e Aerolíneas Argentinas operam voos para Buenos Aires partindo de diversas cidades brasileiras, incluindo várias rotas diretas. Para se deslocar por longas distâncias dentro do país, o ideal é optar pelo transporte aéreo com as companhias locais. Para trajetos mais curtos, vá de ônibus ou alugue um carro.

Texto por: Cláudio Lacerda Oliva e Patrícia Chemin – Revista eletrônica Qual Viagens

Foto destaque por: iStock / dolphinphoto

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