Se você fosse traçar uma linha marcando sua trajetória percorrida na vida, como ela seria? Você já fez, durante todo esse tempo, algum retorno? Se não o fez, tente identificar as razões: não acredita nele; não houve necessidade; não sentiu interesse; não foi possível ou nunca quis?
Pois bem: nossa reflexão de hoje é sobre o que representa a VOLTA: para qualquer lugar, para qualquer momento da vida, para qualquer sonho, para qualquer destino.
A volta para um amor distante – um amor perdido no tempo e que, na verdade, nunca terminou; a volta para aquela casa onde você nasceu e da qual sempre sentiu muita saudade; a volta para a terra onde se criou e de onde jamais se esqueceu.
A volta para um sonho abandonado, esquecido no tempo e que o sustentou durante tantos anos; a volta para a infância e, por ela, retomar toda a inocência que o fez tão feliz; a volta para o reencontro com o sorriso que, por alguma razão, foi abandonado em algum lugar do passado.
Como a VOLTA é importante! A volta para a escola onde você aprendeu a ler, a escrever e, principalmente, de onde saiu para a vida; a volta para os amigos que saudosos tinham que se contentar com mensagens, pois a distância os impedia de um contato mais próximo; a volta para os braços da família na qual foi criado e com a qual alimentou tantos sonhos e tantas fantasias.
A volta para a autêntica verdade que alimentou seu caráter construído durante tantos anos de vida; a volta para a ética que sustentou como homem e o dignificou diante de todos os outros homens; a volta para o otimismo que sedimentou a certeza de que sempre é acreditar naquilo que se quer; a volta para o altruísmo que fez com que você se sentisse mais perto de Deus.
Enfim, quantas vezes você parou e analisou as possiblidades da VOLTA? Quantas vezes dedicou um pedaço de seu dia para preocupar-se com a VOLTA? Que tal pensar, agora, nessa possibilidade! Certamente, perceberá que, para muitas coisas, não há retorno; todavia, para outras, depende apenas de um desejo, de uma reflexão, de um gesto.
Mas, se você, por mais que pense, não tiver para onde voltar, volte para si mesmo e repense seus valores; volte para si mesmo e reveja seus compromissos com a vida; volte para si mesmo e dê um largo sorriso para seu filho; volte para si mesmo e inteiro devolva-se para sua família. Vê, existem muitas voltas! Qualquer uma que escolha, certamente lhe fará muito bem.
E, se a VOLTA não fizer parte de seu repertório de vida, não importa. Você, pelo menos, terá a certeza de que nunca quis voltar. (Ary Silva)