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Mostrar os produtos disponíveis ao cliente de forma solícita, registrar com atenção todos os fatos importantes, cumprir a demanda diária de obrigações em linhas de montagem ou cozinhar com maestria e agilidade para atender a todos os pedidos. É assim a rotina de vendedores, fotógrafos, metalúrgicos e chefs de cozinha, respectivamente, que passam longas jornadas em pé. Como eles, outros profissionais nas mesmas condições estão sujeitos a desenvolverem uma série de graves complicações nas pernas e na coluna se não tomarem medidas de precaução simples, mas que fazem diferença.

Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC) e proprietário do ITC Vertebral Ribeirão – instituto especializado no tratamento de lesões na coluna – aponta as ocorrências mais comuns e faz um alerta aos pouco ativos. “Os maiores problemas são os circulatórios (nos membros inferiores), além de lombalgias (dor na região lombar da coluna), alterações posturais, artrose (desgaste das articulações), porém tudo depende do estilo de vida da pessoa. Nas sedentárias costuma ser pior, pois há o aumento no esforço físico e estas pessoas geralmente possuem má postura”, comenta.

Porém, os efeitos podem diminuir com ginástica laboral, que colabora principalmente na prevenção de DORT (doença osteomuscular relacionada ao trabalho) ou LER (lesões por esforços repetitivos), cujos sintomas chegam a dores recorrentes, sensação de cansaço persistente e distúrbios do sono. Segundo Martins, a responsabilidade não é só do funcionário. “A empresa deve providenciar um laudo ergonômico para identificar possíveis condições irregulares e ajustá-las. No lazer e em casa devemos cuidar da postura e praticar sempre atividade física. No caso, quando se sente dor é sempre fundamental procurar a ajuda de um profissional da saúde para se obter a melhor orientação. Frequentemente, os tratamentos são feitos à base de fisioterapia e medicamente e, muito raramente, com cirurgia”, aconselha.