Devem ser vacinadas todas as crianças de seis meses a cinco anos
Devem ser vacinadas as crianças de seis meses a 5 anos

A Secretaria Municipal de Saúde está com tudo preparado para mais uma edição da Campanha Nacional de Vacinação contra a Paralisia Infantil, que será realizada neste sábado, dia 8 de junho, das 8 às 17 horas. A vacinação é indicada para todas as crianças entre seis meses de idade e menores de cinco anos, independente de terem sido vacinadas ou não no calendário de rotina. A campanha contará com 78 postos de imunização, sendo 32 fixos e 46 volantes.

A meta para Mogi das Cruzes é imunizar 24.915 crianças, o que representa 95% do total de habitantes na faixa etária estimada para o município. “Nos anos anteriores, os resultados da imunização têm sido positivos, mas não podemos descuidar porque somente através da vacina é que conseguiremos manter o vírus erradicado em nosso país”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Paulo Villas Bôas de Carvalho, que concedeu entrevista coletiva acompanhado da médica da Vigilância Epidemiológica Municipal, Tereza Nihei, e da nutricionista Tatiane Watanabe, responsável pelo Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A, que começará neste sábado, juntamente com a Campanha de Vacinação.
Na entrevista, os médicos explicaram que a vacinação em massa atua como uma barreira natural contra o vírus que transmite a paralisia infantil. Com as doses aplicadas durante a campanha, que pretende vacinar milhares de crianças da cidade no mesmo dia, o vírus atenuado se multiplica no intestino e é eliminado pelas fezes, espalhando-se pelo meio ambiente. “A vacinação de rotina é importante para a proteção individual da criança, mas a campanha tem objetivo diferente, que é pelo bem coletivo”, explica a médica. Segundo ela, é fundamental que as crianças compareçam munidas da caderneta de vacinação.
A vacina que combate a paralisia infantil é a Sabin, aplicada em gotas direto na boca da criança, sendo contra-indicada somente para casos de pessoas imunodeprimidas, como crianças com o vírus da Aids, em tratamento contra o câncer e história de alergia grave em dose anterior. Caso contrário, a vacina pode ser ministrada até mesmo em casos de febre baixa, diarreia ou outros problemas de saúde de menor gravidade.