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Quando a globalização cresce em ritmo acelerado, não é novidade que uma segunda língua deixa de apenas abrir portas para melhores oportunidades no mercado de trabalho. O inglês é, hoje, imprescindível em muitas áreas, desde os cargos operacionais até a chefia. Criar os filhos para este novo mundo é um desafio para os pais e acompanhar as tendências pode ajudar. O pediatra do Hospital São Luiz e criador do portal Pediatria em Foco (www.pediatriaemfoco.com.br), Marcelo Reibscheid, orienta os pais a realizar uma boa escolha e explica os diferenciais deste ensino.

A escola bilíngue oferece ao aluno o currículo brasileiro e o idioma materno, mas o aluno aprende uma segunda língua, geralmente o inglês, simultaneamente. Toda a comunicação é feira no segundo idioma, o que permite a criança assimilar tanta informação de uma forma mais natural e espontânea.

“Este tipo de ensino costuma abordar aspectos paralinguísticos valiosos e a abertura à diversidade cultural contida nas estruturas dos idiomas. A escola não fica restrita à questão fonética”, destaca o pediatra.

“Quanto mais cedo a criança ingressar, mais fácil será a adaptação. Mesmo crianças que  vêm de um ensino convencional são orientadas nestas escolas, com reforço para que possam acompanhar a classe na qual irão estudar”, diz Reibscheid.

Uma preocupação comum dos pais é a possível desvalorização da língua nativa, ativo importante do indivíduo, que torna seu domínio essencial e não deve ser prejudicado pela educação bilíngue, desenvolvido com a mesma ênfase. Ainda de acordo com o pediatra, a ideia não é substituir o nosso idioma e, sim, acrescentar o segundo idioma ao aprendizado infantil.

Para Reibscheid, no momento da escolha deve-se observar o temo de exposição ao segundo idioma do filho, formação dos professores e nível de fluência no segundo idioma e o material didático utilizado. Conhecer a escola e visitar as salas em horário de aula também dará aos pais mais segurança para tomar uma decisão.