Clareamento dental oferece riscos
Clareamento dental oferece riscos

 

No último mês de dezembro, a pesquisa ‘Tooth Bleaching Increases Dentinal Protease Activity’ realizada no Centro Interdisciplinar de Investigação Bioquímica da Universidade de Mogi das Cruzes, foi publicada na versão online da revista científica Journal of Dental Research http://jdr.sagepub.com/content/92/2/187.abstract, uma publicação da International Association for Dental Research (IADR).

O trabalho publicado foi baseado na tese de doutorado do aluno de Pós-Graduação do Curso de Biotecnologia da UMC Cláudio T. Sato e coordenado pelo Prof. Dr. Fábio D. Nascimento do Grupo de Materiais Dentários da Anhanguera-UNIBAN e Prof. Dr. Ivarne L. S. Tersariol, do Centro Interdisciplinar de Investigação Bioquímica da UMC.

O estudo mostrou que o peróxido de hidrogênio a 35% de concentração, substância comumente usada como agente de branqueamento dentário, induz alterações importantes nas estruturas moleculares do esmalte e da dentina quando aplicado em pacientes submetidos ao clareamento dentário.

Um exame completo dos dentes revelou que o peróxido tem um impacto significativo sobre as propriedades ultraestruturais e bioquímicas do tecido pulpar dental duro e mole. Entre outros, os pesquisadores observaram uma perda significativa de carbonato do esmalte dentário e dentina, bem como, um aumento da rugosidade do esmalte tratado com agente clareador. Além disso, a forte capacidade oxidante do agente de branqueamento induziu uma significante perda de proteínas e colágeno da dentina. A perda de colágeno da dentina pode afetar as propriedades mecânicas do dente.