Vivendo e aprendendo a viver. Um pouco mais ansioso por conta da realização da festa dos 44 anos, que ocorre, não nesta sexta, na próxima, dia 29, no La Vince,  o momento agora é o da entrega do convite aos amigos e aos poucos a comemoração se consolida com sucesso atraindo os olhares de quem aprecia festa bonita e elegante, com boa música, boa bebida, boa comida,  emoção, e quer sair da rotina. Celebrar mais um ano de trabalho é merecimento, afinal, não paro nunca, há mais de 4 décadas me renovo, para permanecer no mercado como formador de opinião, pioneiro em mídia digital, e o sentimento de agradecimento a Deus aflora naturalmente.

Sempre arrumo tempo pela manhã para a reflexão, acordo quando o dia começa a clarear, as 5 horas, portanto, bem cedo, e hoje a lição é ouvir para aprender. Um antigo ditado proclama que Deus nos deu dois ouvidos e uma boca, para ouvirmos mais e falar menos. O uso que fazemos de nossos ouvidos desempenhará um importante papel na determinação do que aprendemos à medida em que avançamos na vida.

Uma das principais causas da deterioração  dos relacionamentos seria o fato de que uma ou mais partes envolvidas não aprendeu a ouvir. Ouvir é uma capacidade aprendida; desenvolvida ao máximo, aumenta tanto a nossa capacidade de aprender quando nossa possibilidade de manter relacionamentos saudáveis

Paradoxalmente, as pessoas surdas ouvem melhor. Como se comunicam por sinais, os surdos precisam prestar muita atenção aos movimentos das mãos do interlocutor. Para serem boas ouvintes, a pessoas com a audição normal precisam desenvolver uma concentração semelhante.

Existem dois tipos de escuta- ativa e passiva. A maioria de nós se sai bem na escuta passiva. Parece que estamos ouvindo, quando na verdade nossa mente vagueia e pensa no filme que assistimos ontem ou na roupa que vamos usar amanhã. Fazemos isso durante palestras, programas de televisão, e até mesmo conversando com os amigos. Falta concentração.

Ouvir atentamente é muito difícil, porque exige atenção concentrada no discurso do outro. É como utilizar os nossos ouvidos da mesma maneira que um fotógrafo usa a câmera. Para obter as melhores fotos, o fotógrafo deve ajustar as lentes até obter um foco. Como ouvintes ativos, devemos ajustar as lentes até obter um foco. Eu tenho praticado isso.

Lembro do tempo de criança, quando brincava de “ Telefone sem Fio” , em que as pessoas se sentavam em círculo e alguém sussurrava uma história à próxima pessoa ao lado. Aquela pessoa se virava e sussurrava a história para a próxima pessoa até que todos, no circulo, tenham ouvido e recontado a história. Quando chega a vez da última, a história estava totalmente diferente da original que não conserva nem mesmo a melhor semelhança. Esse é o resultado da escuta pobre.

Quando entendemos mal, ou quando não entendemos o que ouvimos, nossa tendência é culpar quem falou; na verdade, talvez a culpa seja de nossos maus hábitos de escuta. Com alguma prática e concentração, todos podemos nos tornar melhores ouvintes e, consequentemente, melhores aprendizes. Deus  nos deu não apenas dois ouvidos e uma boca, mas também o potencial para aprender.  Quanto mais ouvimos e aprendemos, mais capazes ficamos de compreender o potencial que nos foi legado.

Uma das grandes leis da vida diz que, para estabelecer uma conexão próxima com alguém, precisamos praticar o verdadeiro interesse pelas pessoas. Uma excelente maneira de iniciar seria simplesmente focalizar nossa atenção em quem são essas pessoas e no que elas nos dizem. Precisamos adquirir prática em fazer perguntas sobre as mesmas, ao invés de apenas falar de nós mesmos. É surpreendente como as pessoas são receptivas às nossas perguntas sobre elas. Quando  revelamos verdadeiro interesse por outra pessoa e quando ouvimos o que essa pessoa tem a dizer, sem nos referirmos constantemente a nós mesmos, teremos começado um relacionamento que se fortalecerá à medida que o tempo passa. Saudável.