Quem vive e convive comigo mais de perto, me conhece melhor, porque para os amigos sempre me revelo mais transparente, sem a máscara do social, que todos temos e que cada um apresenta do jeito que quer. No entanto, com o passar dos anos as máscaras acabam caindo e revelando as pessoas como elas são verdadeiramente. E eu não fujo a regra…rs… e essas pessoas vão naturalmente ficando pelo meio do caminho. Fizeram parte de uma jornada.  Fizeram. Mas não fazem mais. Aprendi ao longo de quase 44 anos de trabalho a virar a página, e olha, que esse exercício foi e continua sendo diário em minhas trajetórias, pessoal e profissional. O dia que parar, fui para o andar de cima…rs…  Evoluir é preciso. E cada etapa tem os seus ensinamentos e aprendizados.

Errar é humano, perdoar é divino. Você costuma culpar alguém pelo mal que você acredita que ele lhe fez? Você guarda ressentimento de alguma pessoa por causa de sua atual situação? Há um lado em você que , diz “ Se fulano não tivesse me feito isto, eu estaria mais feliz e com mais sucesso”. De uma forma ou de outra, sempre podemos encontrar um bode expiatório para alguma coisa errada em nossa vida. Constato que é preciso ter consciência do preço que pagamos por reter rancor e ressentimento. Precisamos entender que somos nós que sofremos com esta falta de perdão. Segurar um rancor dispende muita energia que poderia ser usada em coisa melhor. Geralmente temos justificativas para a nossa atitude, mas a longo prazo o que é que realmente ocorre?  Um preço alto de doença no corpo e na alma. Portanto, está correto em se dizer que “ errar é humano, perdoar é divino”. As mais altas e melhores qualidades que possuímos nos impelem a seguir em frente, e parar de arrumar desculpas para os nossos fracassos. É um desserviço quando culpamos os outros pelos nossos insucessos, em vez de aprender e crescer com as experiências.

O perdão completo, que não é fácil de ser vivenciado, é um caminho seguro para a saúde  e a felicidade e para uma nova energia e entusiasmo. É sinal que estamos assumindo responsabilidade pela nossa vida. A não ser que deixemos, ninguém pode nos impedir de obter sucesso e satisfação. Quando percebemos que estamos no banco do motorista, poderemos nos dirigir de maneira rápida e segura para um bem estar cada vez maior. Vivendo e aprendendo a viver com a consciência de que desta vida não se leva  absolutamente nada material e, sim as emoções vividas, boas ou más,  portanto, exercitando o desapego usando as coisas materiais, passageiras, como degraus que conduzem a um estágio elevado de bem estar físico e mental.