Vivendo e convivendo em sociedade observo um estranho aspecto sobre o amor. As pessoas buscam, correm atrás, tentam ganhar, se esforçam e tentam compreender e reter algo que já lhes pertence, de maneira tão sutil quanto o ar que respiram! Quantos sacrifícios mentais e emocionais fazemos para obtê-lo. Pensamos que tudo depende da pessoa certa nos ver da maneira certa, que essa pessoa se sentirá Do mesmo modo e nos amará. Percebo que isso nos força a tentar ser  exatamente  o que essa pessoa quer, a agradar, e a tentar ser suficientemente bons para merecer seu amor. Ter a aparência correta, dizer e fazer as coisas certas, senão não “ganharemos” o amor que queremos ou, se já o temos, para evitar perdê-lo. Nada torna as pessoas mais emocionalmente aleijadas, dependentes, pessimistas, amargas e cínicas do que pensar que não têm amor, a não ser que alguém lhes dê. Admitindo ou não, todos nós, institivamente desejamos vivenciar o amor. Por constituir a verdadeira natureza de todas as almas, o amor é considerado o bem mais precioso da vida. O amor é originário da essência do ser, e portanto,  dar e criar experiências de amor faz parte da natureza da alma. O poder e a energia do amor são forças auto-sustentadas, que moram dentro de nós e constituem a essência de nossa vida. Li outro dia uma bela e antiga história que conta como foi escondido o maior dom da vida. Quando estavam criando a humanidade, os deuses imaginaram onde esconder o mais precioso e poderoso dos tesouros, de modo a evitar que fosse mal usado pelos ignorantes. “ Devemos escondê-lo no topo da montanha mais alta? Devemos enterrá-lo no fundo da terra ou no mais fundo do oceano? Ou devemos disfarça-lo no coração da floresta mais densa e escura?”   Depois de muito pensar, finalmente chegaram a uma conclusão. Iriam implantar o dom dentro dos próprios seres humanos, que, certamente, nem pensariam em procurar ali. Só para ter certeza, os olhos humanos foram projetados para ver apenas para fora, e não para dentro. De posse do segredo  posso procurar o tesouro interno, acha-lo e aproveitar dele tudo o que puder- compartilhando. A maneira mais garantida de vivenciar o amor. Dar amor demonstra que você o possui, porque ninguém pode dar aquilo que não tem. Não existe ninguém sem amor para dar. Não precisamos procurar as pessoas certas, que reconheçam e compreendam o amor, nem esperar que o mesmo seja devolvido por aqueles a quem você o deu, ou se precisa devolvê-lo da mesma maneira. Tenho a certeza de que o menor pensamento de amor emitido não fica sem retorno. Por sentir de maneira muito forte o poder e a beleza do amor interno, a gente para de distinguir o amor dado do amor recebido. E nem percebe se recebe em troca ou não. O dom, o compartilhar e o receber formam uma corrente de energia positiva, um fluxo tão harmônico, que movimenta a força mais poderosa do universo. E chego a conclusão que dar amor é receber amor.