Decodificando a autobiografia

A segunda-feira amanhece chuvosa, cai água desde a madrugada,  e a temperatura e fica agradável. O calor que estava fazendo era insuportável. Hoje, fecho a edição de janeiro do Caderno W impresso, trabalho não falta, as pessoas só veem o glamour…rs…ralo com a maior satisfação porque faço o que gosto. É uma missão. Compartilhar informação diferenciada para um público diferenciado, amando, ousando e mudando. Segundo Olivier, “ Amar quer dizer procurar conscientemente o que nos faltou e reencontrar, as vezes inconscientemente, aquilo que já conhecemos”.

Decodificando a autobiografia, edito o meu terceiro livro, o de MEMÓRIAS, enfeitado-crescido-rejuvenescido- LAPIDADO, numa palavra, MUDADO. Dia após dia, pequenos e grandes acontecimentos  esculpem no corpo e na alma sinais e facetas diferentes. Enquanto os processos físicos naturais ( sem contarmos as rápidas e maciças modificações da adolescência) normalmente atuam de forma bastante gradual, as reviravoltas da vida social – nascimentos e mortes, amor, estudos e trabalho- muitas vezes marcam nossa identidade com luzes e sombras repentinas. Assim ela permanece-nítida e inconfundível. Atravessando momentos dramáticos e crises profundas que provocam abalos até violentos, a IDENTIDADE representa o nosso “ fio de Ariadne” interior, que nos permite reencontrar a nós mesmos ao longo do caminho da vida. É o nosso “sentido de ser”: ser- sempre e de qualquer maneira- a mesma pessoa, apesar do tempo, apesar dos acontecimentos, apesar das marcas.

As boas lembranças permanecem

Os momentos alegres na vida dos amigos eu não deixo passar em brancas nuvens, os registro, os celebro,  e os tristes, como por exemplo, a morte dos entes queridos, a pior parte,  simplesmente permaneço ao lado, solidário, muitas vezes impotente, mas presente, é a vida.  Li no Facebook o desabafo de Sidemir Ignácio e me emocionei. Falou a respeito de seu querido irmão e parceiro, Silas, que deixa uma lacuna grande em sua vida. Respaldado nos bons momentos que juntos viveram toca o barco, afinal de contas, a vida continua. Só mesmo o tempo irá amainar a dor da partida e transformá-la em uma gostosa saudade. Reitero os meus votos de pesar ao Silas, Ana Paula, aliás,  a toda a família. As boas lembranças permanecem.