O tempo é um recurso precioso que se perde para sempre se não tivermos cuidado. Quando passamos por  períodos desagradáveis na vida, ninguém está livre deles, vemos que a nossa capacidade de viver e  apreciar as coisas diminui. O tesão diminui…rs…Mas é a vida que está passando, de forma tão ilusória. Para entendermos o tempo devemos viver mais conscientes de como ele é encarado, porque o mesmo é uma experiência subjetiva, diferente para cada um. Já tivemos a experiência de perceber como cada minuto parece interminável quando estamos infelizes ou quando estamos fazendo algo desagradável; ao mesmo tempo percebemos como o tempo não passa, voa, quando estamos empenhados em um projeto útil e criativo. Muitos também já viveram momentos onde os ponteiros das horas e dos minutos congelaram – toda a realidade reduzida a experiência do agora.

Embora tenhamos as mesmas vinte e quatro horas à nossa disposição todos os dias, podemos manipular a nossa percepção de tempo para alterar a  relação com ele. Um período estéril e aborrecido pode ser reavivado através da criação de um prazo de urgência; e a pressão de um prazo inflexível, geralmente é liberada pela promessa de férias que chegam, quando chegam…rs…

 O tempo é valioso como o dinheiro porque é limitado; recebemos uma quantidade finita dele. O ouro teria pouco valor se o pudéssemos colher em árvores. E mesmo que, como o rei Midas, pudéssemos transformar em ouro tudo o que tocássemos, ainda assim só seríamos  felizes se pudéssemos viver – todos os nossos minutos e horas – de forma criativa e produtiva. Mesmo que tivéssemos uma vida ilimitada, ainda assim iríamos precisar usá-la bem para que não perdesse o valor.

Somente poderemos obter sucesso e satisfação na vida se usarmos corretamente o limite de tempo. O tempo é como o concreto que vai girando no misturador. E é somente um potencial, até que o operário abra o reservatório e o coloque numa fôrma para que tenha   alguma utilidade. O tempo desperdiçado é como o concreto que nunca é usado, ou que é retirado, mas não é colocado na fôrma.

Aprendo aos 69 anos que só consigo crescer, evoluir, e moldar a minha vida,  dentro dos limites do tempo, quando o uso adequadamente. Aprendendo a arte de administra-lo descubro novos comandos e efeitos que me dão mais horas por dia. Com preferência e foco.

Um dos melhores métodos para dar forma ao tempo é estabelecer metas a longo e a curto prazo. O que queremos obter? Que passos temos que dar hoje para preencher o objetivo de amanhã?  Faço uma lista todos os dias, e corro atrás. Uso cada minuto de  modo cada vez mais consciente porque, se não o fizer, irei perdê-lo. E o tempo que perder hoje será perdido para sempre.