Um delicioso provérbio polinésio afirma:  “ A árvore tem raízes, enquanto o homem tem pernas”.  E constato, que mexer-se e percorrer a própria existência representa a expressão alegre da curiosidade, da fome de exploração, mas significa também aceitar a inquietude do novo, do experimentar renunciando a acomodar-se sob as fórmulas já prontas e garantidas. Adormecer os sentimentos de culpa e avaliar com atenção, realizando sobre cada ato/fato o único tipo de crítica realmente construtiva, que é a que considera de igual valor os dois lados de toda moeda- o positivo e o negativo. Considerar só o primeiro, de fato, seria um otimismo de  inconscientes e levar em conta o segundo seria um sinal de apático derrotismo. Avaliando ambas as componentes, pode-se, em vez disso, escolher de forma mais condizente com as próprias exigências, e, portanto, ser generosos consigo mesmo: a  única maneira de sê-lo para com os outros. Se presentear com a alegria de viver, materializando sonhos, pequenos, grandes e eu diria temos também os triviais…rs… Sem sonhos não se vive, se vegeta. Aprendo que para conseguir isto é preciso possuir um sentido espiritual e humorístico da vida; o que quer dizer, não leva-la muito a sério. Tenho experimentado que eu faço a minha parte e o universo a dele. E os resultados são sempre frutos do meu empenho. Quanto maior, melhores.  Contrabalançar cuidadosamente a fé na esperança futura e a dúvida sobre a realidade presente, isto é: procurar sorrir o mesmo número de vezes que se chora, pois a felicidade está em toda a parte e em lugar nenhum. É com essa consciência que alinhavo a festa dos 43 anos, convidando os amigos que faço questão que estejam comigo na noite do dia 23 de novembro celebrando a vida. Estou até quebrando o gelo de alguns que já não circulam mais em sociedade mas fazem parte de minha história. Estamos na mesma faixa etária e, portanto, mais emotivos. Toco nos seus corações.   Enfim, percebo que se forma uma  energia positiva  em torno do evento, gerando boas expectativas em sociedade. E o sentimento de gratidão aflora, espontaneamente, a, que, aliás, tem sido o meu combustível.  Thank´s God!