O bom de se viver mais é poder voltar no tempo e recordar momentos que ficaram indelevelmente gravados na memória. No dia 29 de novembro próximo  completo os 43 anos de atividades como colunista social, que, vamos e venhamos, é uma raridade nos dias de hoje. Eu me mantenho no pódio como formador de opinião porque estou sempre me reinventando e, confesso, me sinto confortável, devidamente afinado à mídia digital, há 18 anos, que me permite trabalhar em casa, home office, como se diz por aí. Uma hora o papel acaba. É irreversível.  De olho na festa dos 43 anos, que ocorrerá no dia 23 de novembro no salão do Clube e Campo, dou corda à  imaginação e o que vem à minha mente para alavancar a comemoração com emoção é o resgate no arquivo fotográfico de algumas dezenas de famílias,   com a quais vivi e convivi em sociedade, registrando momentos que  marcaram época. Passeando os olhos pelo arquivo implacável, encontro registros que seleciono para compartilhar no Caderno W com legendas especiais. Como essa, de minha saudosa amiga, Terezinha Miranda de Paula, com o filho, Márcio. Não sei precisar a data…rs…Comecei como colunista social na casa deles, no final dos Anos 70, moravam na Capitão Manoel Caetano, e durante anos, a frequentei, e depois na casa da Assis Monteiro de Castro, gostava de jogar tranca com a Tê, foi um bom tempo. O Marcio chegava de São Paulo, da Universidade São Marcos, e sempre me encontrava lá. Bons momentos que eu recordo com maior satisfação e que fazem parte da minha história e serão inseridos no livro “Tô Lembrando”. Os anos passam e o Marcio continua um amigo impecável. Recordar,  é viver. E, naturalmente, pinta uma gostosa saudade.