Eu gosto de escrever e cada vez mais faço isso espontaneamente, como gosto de dizer, livre, leve e solto…rs… Gosto de boas leituras e delas sempre tiro inspiração para alinhavar textos que revelam a minha sintonia. O homem se transforma naquilo em que acredita. Eu tenho experimentado isso ao longo dos anos, sempre crendo que é preciso se renovar e exorcizar da vida a negatividade para se chegar a algum lugar. Olha essa história: Uma mulher sonhava que estava sendo perseguida por um monstro enorme, horrível. Para onde quer que corresse, o monstro ia atrás, babando, fazendo barulhos assustadores e bafejando atrás de seu cangote…rs… Tentando fugir, ela acabou entrando num vale sem saída. De costas para a alta parede montanhosa, ela olhava para o monstro, que se aproximava cada vez mais. Quando ele estava quase alcançando, ela gritou: “ O que você vai fazer comigo? ” O monstro  olhou na cara dela e disse: “ Depende de você. O sonho é seu! ”. Nesse ponto, ela podia decidir se queria ser devorada pelo monstro, transformá-lo num lindo príncipe ou fazê-lo desaparecer. Como o sonho dela, o desfecho também dependia da sua escolha.

Até certo ponto, criamos monstros a partir das respectivas auto-imagens. Temos o costume de qualificar como errados aqueles nossos aspectos que são diferentes e únicos, e gastamos grande parte de nossas vidas tentando esconder do mundo essas características “ negativas “. Vamos e venhamos, tentamos fugir de quem somos porque achamos que existe algo errado em nossa natureza.

Beirando os 70, mais maduro, com uma fértil história, constato que nossas vidas são muito parecidas com os nossos sonhos. Por controlarmos nossos pensamentos, podemos conceber nossas vidas da maneira que quisermos. Se nossos pensamentos  transformaram em monstros algum dos nossos aspectos, então nossos pensamentos também são capazes de assumir o controle sobre os monstros, e transformá-los em algo capaz de gerar auto-imagens positivas. É o que tenho feito.

As imagens que as pessoas passam no convivio social são semelhantes às que fazem de si mesmas. Se você achar que alguma parte sua é errada, fracassada ou incompleta, e se essas crenças o fizerem desgostar de qualquer uma, é assim que você se apresenta ao mundo, que, por sua vez, reage de acordo com essa imagem.

A natureza detesta a repetição. Morando no campo percebo isso. Cada árvore, cada flor e cada folha de grama é magnífica e magicamente diferente das outras. Ao invés de dar uma conotação negativa às suas diferenças, aprendo a aceitar o desafio, a alegria e a maravilha da pluralidade. Como todos nós tendemos a nos transformar naquilo que pensamos ser, quando nos apresentamos ao mundo como uma pessoa “ OK “, desde que acreditando honestamente nisso, a reação do mundo será tanto positiva como acolhedora. O meu trabalho como colunista tem comprovado isso.

E ilustro essa reflexão com momentos relevantes em minha vida.  As comemorações, meus sonhos, sempre fizeram parte , algo intrínseco, gerando momentos especiais, aliás, devidamente registrados pelos fotógrafos ao longo de 44 anos . Olha este registro do Harrison Roseling, impecável, aliás, digno, como gosto de dizer, de um porta-retrato, Angelita e Aristides Cunha Neto, com o filho, Pedro, que é médico e vai muito bem na profissão,  como o pai e o avô, herança genética, na comemoração dos 40 anos. Amigos sempre presentes.