O que vi rolar neste início de semana foi uma verdadeira Tsunami na vida de minha grande e querida amiga, que considero como irmã, Cidinha Pires. O mundo dela desabou.  De ontem para hoje, vivi momentos muito tristes, já que me considero amigo de convivência da família, e no  exercício salutar, de viver e conviver, desfrutando momentos tão especiais, que de cabeça eu não saberia enumerar todos. São 40 anos de uma convivência salutar. Uma amizade pautada pelo respeito e pelo carinho, com idas e vindas, elegantemente cultivadas com desvelo ainda maior com a passagem dos anos. Nos aproximamos, naturalmente. Por causa do carinho que cultivamos de uma maneira sempre muito elegante. Nesta quarta-feira (8/8), mal dormido, segui para o Parque das Oliveiras para o enterro. E fiquei um bom tempo ao lado de Cidinha, que recebia as condolências e os depoimentos de pessoas falando a respeito do ser humano maravilhoso que foi o Roberto. Um deles chamou a minha atenção, do Marcio Minami, que disse à Cidinha que era amigo do Roberto nos bastidores e que admirava a sua integridade. Não passou em vão por esta vida. Brilhou. Não é porque morreu que virou santo. Não! O Roberto, realmente, era um homem do bem, com princípios, valores forjados ao longo de uma existência. Sempre o admirei como amigo. Nem mais, nem menos. Foi um marido excepcional, um pai amoroso, um vô coruja. Claro, devia ter os seus defeitos…rs… Cumpriu galhardamente a sua missão. A sua passagem foi como num piscar de olhos. Como não poderia deixar de ser, Cidinha estava no fundo do poço, bem educada, é uma mulher que sabe das coisas, agradeceu as centenas de pêsames que recebeu dos amigos e admiradores do Roberto. A sua tristeza me deixa triste pelo simples fato de me sentir impotente como amigo e não pode fazer nada a não ser acarinhá-la para que, aos poucos, vá saindo da escuridão em que se encontra e dentro de pouco alcance a luz e perceba que a vida continua, que tem filhos, netos e amigos. Tem de viver a sua dor, não há como escapar dela. A realidade choca. Como amigo, vou fazer o possível e o impossível para estar ao lado dela, alegrando a sua vida. Vamos recordar os bons momentos vividos ao lado do Roberto, que agora se encontra em outro plano, mas vivo espiritualmente. Em minha crônica matinal desta quarta-feira no Caderno W, escolhi o título “Adeus, Roberto, até breve”, porque creio que o tempo passa e um dia, não sei quando, vamos nos reencontrar. É só uma questão de tempo e fé. E para a Cidinha ofereço, no entardecer desta quarta tão triste, com o maior carinho,  rosas vermelhas, a cor da paixão, com lágrimas, que choram a partida do nosso amado Roberto, sua alma gêmea.