Acabo de chegar da rua. Aqui são quase 19 horas. A temperatura está agradável. Choveu bem cedo, o sol saiu e aqueceu um pouco esta quinta-feira. Hoje o dia rolou mais light. Tento me comportar como um morador de Paris. Sem estresse de nenhuma espécie. Hoje resolvi não sair para as ruas muito cedo. Melhor dizendo, propositalmente dormi até mais tarde e curti uma gostosa preguiça. Almocei a comida árabe que havia comprado ontem à noite, boa por sinal. Melhor mesmo continuo achando era a comida do Tufy Anderi.  Havia marcado um encontro com Marie-Laure Solanet, que me foi indicada pela amiga Cecilia Yoshizawa Kirmayr com quem falei outro dia pelo Skype. Sabendo que eu estava em Paris e nutrindo um afeto muito grande por Marie-Laure, sua amiga, se encarregou de fazer o nosso contato, que ocorreu muito agradável neste final de tarde no Chez Ginette, em Montmartre. Marie Laure é uma mulher naturalmente bela e fica ainda mais cintilante quando abre o sorriso e se deixa iluminar por ele. Ela lançou recentemente no Rio de Janeiro e São Paulo o livro “OUTRO OLHAR- Uma francesa no Rio de Janeiro”. Me presenteou com um exemplar com uma dedicatória que transcrevo ” Para Willy, meu olhar muito amoroso sobre a Cidade Maravilhosa! Assinado em Montmartre alguns dias antes de seu aniversário. Com muito carinho, Marie-Laure Solanet” A nossa conversa fluiu agradável, é uma francesa moderna, cujos valores transcendem o lugar comum, e até falamos da gravação de sua participação no programa do Jô Soares, que vai ao ar agora em julho. Tem um astral ótimo. É mãe e avó de muitos. Ficamos de continuar a nossa prosa em Chantilly, distante de Paris, de trem, 24 minutos, na próxima semana. Ela mora lá. Gostei tanto dela que decidi que oportunamente será capa do Caderno W. Vai render uma ótima entrevista. Aproveito o ensejo para agradecer à Cecília o prazer de conhecer Marie-Laure que já inclui no rol dos amigos. A semente foi plantada e agora só é preciso cuidar dela para que germine e cresça. As boas amizades sempre começam assim. Nunca é tarde demais para se fazer novos amigos. Salve, Marie Laure, na companhia da qual apareço na foto no Chez Ginette. Ah! ia me esquecendo, Marie-Laure fala o português fluentemente, com um muito leve sotaque que lhe dá um charme todo especial. Tem brilho próprio. (WD)
Para ver o vídeo do lançamento do livro, clique aqui.

Willy e Marie-Laure
Willy e Marie-Laure