A quarta-feira anoitece fria e, como hoje é véspera do meu aniversário, decidi permanecer em casa, acender a lareira e criar clima de boas expectativas para o novo ano que se aproxima.  Acendo velas e incensos. E crio clima para dar corda às boas lembranças. E nele completo os 68, por sinal, muito bem vividos. Não fiquei rico…rs… materialmente. Usufrui a vida, investi em viagens, sempre com  amigos ao redor.  Na reta final…rs…digamos que se me cuidar chego aos 82 trabalhando, fazendo o que mais gosto, escrevendo, compartilhando impressões, no mais puro exercício do desapego e, modernamente, melhor, digitalmente. Não sou dono de nada e não sou melhor do que ninguém. Sou um mero mordomo…rs…E nessa vibe, o momento merece um copo de vinho e eu não bebo há muitos anos…rs… Mas decisões podem ser quebradas e lá vou eu para o bar preparar um copo de tinto. Pronto, escolhi um Casillero del Diablo, um Cabernet Sauvignon. E tomo o primeiro gole simbolicamente liberando as boas energias que me envolvem nesta noite. Estou feliz.  Amanhã, 12 de julho, acordo normalmente e, decidi. almoço no Bar do Alemão e janto no Plancha Parrilla, onde vou rever a amiga, Sonia Girotto, que vai comer Fondue com amigas para colocar as conversas em dia, já que logo mais retorna para Orlando, onde está morando com o filho Pedro. Claro,  não assisto televisão, para não ficar estressado…rs…é só notícia ruim, ouço uma boa música, no momento  disco music, sucessos da década em que cheguei em Mogi das Cruzes, Anos 70. E as boas lembranças emergem espontaneamente. Amanhã completo os 43 anos em Mogi das Cruzes, onde vim trabalhar como cabeleireiro, e em tempo recorde, 4 meses depois, lá estava eu estreando como colunista social do Diário de Mogi, onde permaneci quase 26 anos, construindo desde então uma história muito rica, com centenas de capítulos, que estou selecionando,  para o meu livro de Memórias que começo a alinhavar com a maior satisfação. O sentimento que aflora, confesso, é o da gratidão. Olho para trás, para tudo o que fiz e constato que sou um protegido. Com alma de Fenix. Só tenho que agradecer essa proteção. A minha trajetória, com acertos e erros, com muitas mudanças, revela isso. Chegar aos 68 cultivando a alegria de viver, com glamour, bom gosto, elegância, e como gosto de observar, com civilidade, ingredientes dos quais não abro mão,  é o melhor prêmio. Agradeço a Deus pelo simples fato de estar vivo, com saúde e disposição para o trabalho. E invoco a sua benção, para que eu chegue em 12 de julho de 2019 já com o meu livro autobiográfico quase  pronto. E concluo esse devaneio pré-aniversário…rs…  com uma foto de meu implacável arquivo, me revelando em um momento que evoca boas lembranças. Como esse, num dos bailes de Carnaval do Clube de Campo, nos Anos 80, onde apareço em companhia de meu padrinho, Chico e Nanci Ornellas, sempre presentes em minha trajetória. Que venham os 68 e em grande estilo, recheados de bons amigos. Porque eu mereço. Celebrando a vida.