Alexandre Barreira é jornalista há 20 anos

O jornalista Alexandre Barreira, de 45 anos, o novo colunista do site Caderno W, onde desde o mês de novembro compartilha com os leitores assuntos do setor automotivo, fala sobre a vida, a profissão que escolheu trilhar e sobre projetos.

Nasceu em São Paulo, onde morou até os 8 anos de idade, após a família se mudar para a Região do Alto Tietê, mais precisamente para a cidade de Poá. Atualmente, Barreira mora em Mogi das Cruzes, cidade que o acolheu e que ele escolheu para construir a sua família. É casado há 13 anos e 9 meses com a também jornalista Maria Salas, com quem tem duas filhas, a Júlia Sofia e a Maria Eduarda. Confira a entrevista:

Caderno W: Quais são as suas lembranças da infância?

Alexandre Barreira: Gostava de brincar na rua com os amigos: jogar futebol, bolinha de gude, pega-pega, polícia e ladrão. Enfim, brincadeiras que as crianças da minha época podiam fazer porque não havia tanta violência como nos dias de hoje. Também jogava futebol de botão com meu irmão, Rodrigo, e amigos e este hobby tenho até hoje.

 

Caderno W: Qual é a sua formação escolar e acadêmica?

Alexandre: Sempre estudei em escola pública. Primeiro, frequentei a antiga Escola Municipal de Poá. Depois fui para a Escola Estadual Padre Simon Switzar. Ao me formar, passei a trabalhar em São Paulo e iniciei a Faculdade de Comunicação Social – Jornalismo, na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), onde me formei em 1999. Já faz 20 anos.

 

Apaixonado por futebol de botão, Barreira fundou o Clube de Botão Gaspar Vaz, em outubro de 2010

 

Caderno W: Qual foi o seu primeiro emprego, em que ano?

Alexandre: Minha mãe, Mariza, tinha loja de roupas e depois bomboniere no centro de Poá. Então posso dizer que este foi o meu primeiro emprego. Mas, oficialmente mesmo, foi em uma loja de autopeças. Fiquei três meses nesta loja e, posteriormente, fui contratado para trabalhar em uma distribuidora de autopeças. Ficava na Mooca, em São Paulo, onde trabalhava durante o dia e pegava o trem para Mogi das Cruzes para ir direto para a faculdade.

 

Caderno W: Como foi a época dos seus estudos na faculdade, como conciliava com o emprego? 

Alexandre: Era uma época muito puxada. Pegava o trem em Poá, onde morava, às 5h55 e entrava no trabalho às 7h30. Depois, saía às 17h30 para pegar o antigo trem Estudantes, que ia direto para Mogi das Cruzes. De segunda a sexta-feira, passava por isto. Nos fins de semana fazia alguns trabalhos na Rádio Metropolitana – não remunerados. Encarava tudo como aprendizado. Me deram a oportunidade e comecei a cobrir eventos esportivos na região, principalmente o vôlei de Suzano.

 

Caderno W: Quais os lugares onde já trabalhou?

Alexandre: Depois que saí da empresa em São Paulo, comecei a buscar emprego na minha área, ou seja no Jornalismo. Então, como tinha feito alguns trabalhos para a Rádio Metropolitana, fui admitido. Fiquei pouco mais de um ano, quando recebi o convite para ir para o Mogi News para cobrir as férias da repórter de Polícia na época, Márcia Dias. Isso entre os anos de 1999 e 2000. Minha chefe era a Mel Tominaga e foi a minha primeira experiência em jornal impresso. Nos 30 dias que fiz Polícia, creio que devo ter agradado a todos, e acabei sendo efetivado. Fiquei por sete anos no jornal, cobrindo Polícia, Política, Cidades e Esportes. Depois da saída do editor de Esportes e Autos, assumi esta responsabilidade pela experiência que já tinha, principalmente com Esportes. Também ajudei, em conjunto com Miliane Moraes, a criar e estar à frente do Diário do Alto Tietê, que é do Grupo Mogi News.

Depois fui para o jornal O Diário de Mogi para ser repórter de Cidades. Também ajudava no fechamento do jornal, quando era preciso. Além disso, atuei na criação do site do jornal, época em que tinha um profissional para cobrir as notícias em tempo real. Foi uma experiência muito boa.

Em paralelo, trabalhei na campanha política – algo novo para mim – do então candidato a vereador Juliano Abe, em 2012, que venceu a eleição, conquistando uma cadeira na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. Foi nessa época que saí do jornal O Diário de Mogi para trabalhar no Legislativo mogiano, no gabinete do já eleito vereador, Juliano Abe, como assessor parlamentar, atuando na área da Comunicação. Tudo foi muito enriquecedor.

Tive passagens ainda pelos jornais Tribuna Suzanense, do meu amigo Valdir Sabiá, e A Semana, da Fabíola Pupo, e por dois anos fui diretor de Comunicação da Prefeitura de Poá.

 

 

 

Caderno W: Quando criou a sua empresa de Assessoria de Comunicação? Fale sobre este trabalho…

Alexandre: A minha esposa, Maria Salas, também é jornalista. Vimos a oportunidade de prestar este tipo de serviço para várias pessoas e empresas de diversos segmentos, principalmente pelo contato que tivemos quando ainda trabalhávamos em jornais da cidade. Então, criamos a empresa AlexMar Assessoria de Comunicação para dar uma atenção melhor a eles, formalizando o trabalho de Assessoria de Imprensa. Ela conta com alguns clientes importantes, como a Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Mogi das Cruzes, e eu fiquei mais na área esportiva. Meus principais clientes são a Liga Municipal de Futebol de Mogi das Cruzes, onde estou há mais de três anos, e fiz alguns trabalhos para uma equipe de judô e um time de futebol society da cidade, o Galo de Ouro. O último trabalho que estive à frente como empresa de Assessoria de Imprensa foi nos primeiros seis meses deste ano de 2019 com o trabalho voltado para atender o União Futebol Clube, principal clube de futebol da cidade.

 

Caderno W: Como é trabalhar com a esposa? Como é a sua rotina profissional?

Alexandre: É muito bom. A gente se dá superbem. Trocamos ideias e ajudamos um ao outro. Ela tem a rotina dela de horários e visitas aos clientes e eu faço mais o trabalho no escritório, colocando em ordem o que foi feito nos fins de semana – como cubro esportes, sábados e domingos são os dias mais puxados – então aproveito os dias da semana para organizar tudo, preparando releases, editando fotos e vídeos.

 

 

Caderno W: Fale sobre o convite para voltar a trabalhar na Rádio Metropolitana, depois de tantos anos.

Alexandre: Agradeço muito a oportunidade dada pelo Marlon Rodrigues, com a criação da equipe M Esporte, na Rádio Metropolitana, que tem como objetivo a transmissão de jogos de futebol e, futuramente, contar com um programa diário, mas ainda está em estudo. Fiquei muito contente em receber este convite e poder voltar a trabalhar na rádio, minha primeira paixão na profissão, sem dúvida.

 

Caderno W: Agora você também é colunista no Blog do Caderno W. Sobre que assunto irá escrever?

Alexandre: Como tenho experiência em fechamento de caderno de automóveis, adquirida na época em que trabalhei no jornal Mogi News, ainda tenho muitos contatos com as assessorias de imprensa das montadoras. Recebo vários releases dos lançamentos de carros, das novidades do setor automotivo, das mudanças nas diretorias, enfim, muito material e sugeri para a criação de um blog do setor de automóveis no site do Caderno W. O Willy Damasceno, como grande empresário e visionário, avaliou que seria muito bacana para o crescimento do site, com mais um tema editorial para seus leitores. E assim foi feito e hoje já estamos com as publicações neste mês de dezembro.

 

Caderno W: É possível fazer uma comparação do jornalismo de anos atrás com o que é feito nos dias de hoje?

Alexandre: O jornalismo com responsabilidade nos dias de hoje está mais dinâmico por causa da Internet e o crescimento das redes sociais. Hoje, um fato acontece agora, e em minutos, já está em todos os sites de notícia. Ou seja, o leitor não precisa esperar no dia seguinte para comprar o jornal e ver a notícia. Creio que a tecnologia mudou muito o conceito de jornalismo hoje. Quem um dia pensaria que em pleno século XXI estaríamos discutindo a divulgação de notícias falsas, as Fake News? Enfim, são mudanças que a tecnologia trouxe e, sendo bem utilizadas, sem dúvida, que são boas.

 

Caderno W: A internet revolucionou o mercado em que sentido?

Alexandre: Na velocidade da notícia, que é imediata. E quem não estiver antenado fica para trás. E revolucionou também nas profissões de jornalista. Hoje, qualquer um pode dar a notícia, aumentando os riscos de uma possível Fake News. Por esta razão, é preciso ter muita responsabilidade ao publicar algo na Internet e optar por ler uma informação em sites de credibilidade.

 

Caderno W: O que gosta de fazer quando está de folga? Como é a sua rotina familiar? Você é pai de duas meninas, né? 

Alexandre: Gosto de ler e jogar futebol de botão. Sim, sou pai de duas meninas incríveis e bem inteligentes, graças a Deus. A Júlia Sofia, de 13 anos, e a Maria Eduarda, de 8 anos. Meu relacionamento com elas é o melhor possível, mas digo que é um aprendizado a cada dia. Pelo menos tento ser o pai presente. E procuro fazer tudo com e para elas. Sempre na medida do possível, atender os desejos e gostos das duas, que não são poucos (risos) e que são bem diferentes…

 

Com o colunista social Willy Damasceno, que é padrinho de casamento do casal Alexandre Barreira e Maria Salas

 

Caderno W: Qual é o seu hobby? Tem uma frase de incentivo? Quem a inspira?

Alexandre: Meu hobby é jogar futebol de botão. Inclusive criei o Clube do Botão Gaspar Vaz, que em outubro de 2020 completará 10 anos. Gosto muito de ler também. Não tenho uma frase de incentivo. Procuro fazer o melhor sempre, independentemente da situação que esteja atravessando. Tento ser positivo e acompanhar a minha esposa nos pensamentos. É difícil vê-la aborrecida com alguma situação. Ela sempre me ensina a extrair o melhor de cada situação que vivenciamos juntos. Creio que ela me inspira.

 

Caderno W: Qual foi a maior alegria da sua vida?

Alexandre: Ser pai… acho que não tem comparação. Claro que fiquei muito feliz em ter casado com minha esposa, mas acho que ser pai é a maior forma de alegria da minha vida.

 

Caderno W: Viver em Mogi é…

Alexandre: Muito bom. Foi a cidade que me acolheu desde os meus estudos na faculdade, onde conheci minha esposa, construí minha família e onde moro há 13 anos. É uma cidade muito boa para se viver!!!

 

 

Caderno W: O melhor de Mogi é…

Alexandre: A simplicidade de muitas pessoas que encontramos na cidade. Como frequento muitos jogos de futebol, nos fins de semana, converso com muita gente que tem uma vida simples e que se alegra com coisas simples, de tomar uma cerveja com os amigos, de conversar sobre a vida.

 

Caderno W: Quais são os seus projetos pessoais e profissionais para 2020?

Alexandre: Ainda tenho planos de escrever um livro. Quem sabe consigo tirar da gaveta este projeto. Profissionalmente, quero seguir trabalhando e fazendo o melhor para atender nossos clientes.