Os livros escolhidos no período de férias, sejam elas escolares ou sabáticas, devem nos encantar… sim, para espantar o cansaço e nos dar ideias de como iremos usufruir esse merecido período de descanso.

Não faltam listas feitas no decorrer do ano, ou mesmo aquele indicado por amigos, mas, há aqueles que podemos ler juntamente com nossos filhos, trocarmos experiências e nos conhecermos melhor. Nesse friozinho de julho, um bom sofá, um cobertor para dois ou duas… e um bom livro.

Um desses que me apaixonei há pouco tempo é, O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman.

A estoria como toda escrita por Neil Gaiman é lúdica e tocante…

“Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.”

 

Outro bem legal, e, ótimo para os românticos, sonhadores e teimosos que não desistem por nada pelo amor de suas vidas é Um Dia – David Nicholls, que também virou filme dirigido por Michael Nichols, e, tendo no elenco Anne Hathaway e Jim Sturgess, de 2011, mantido no catálogo da Netflix.Conta a estória de Dexter Mayhew e Emma Morley que se conhecem em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dexter e Emma levam vidas isoladas — vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Um livro apaixonante: dois amigos que passam por muitas adversidades até finalmente perceberem como o amor sempre esteve ali ao lado. Pode preparar os lencinhos para chorar muito! 

E por fim,

Eleanor & Park – Rainbow Rowell

Como muitos livros sobre casais românticos, Eleanor&Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Isso geek, amantes de séries, quadrinhos e toda a cultura que envolve o mundo midiático e que nesse caso tem 16 anos..ah…e são vizinhos ! Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular_ os geeks são tímidos e formam tribos bem resolvidas e unidas_, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Já Eleanor é ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” _ já que na sua cabeça é gorda !, é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar da relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park, claro, se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths ) sim, os Geeks amam os anos 80, Stranger Things que o diga.

Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

 

Boa leitura e ótimo café, LER.