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A Grécia e suas ilhas maravilhosas são o sonho de consumo de todo viajante que se preze. Afinal, quem nunca sonhou em viajar para o tão desejado destino localizado estrategicamente na junção entre a Europa, Ásia e África?

E, convenhamos, é quase impossível resistir à tentação de curtir suas românticas ilhas pontilhadas por casinhas brancas, passear por cidades milenares com ruas estreitas e coloridas por hibiscos e primaveras. Não bastasse esses motivos há, ainda, a incrível gastronomia consagrada pelos deuses e servida nos rústicos restaurantes instalados em cenários cinematográficos. Então, antes de continuar lendo essa matéria, tente se imaginar saboreando um refrescante vinho local enquanto aprecia o espetáculo diário do pôr do sol em uma das 6 mil ilhas paradisíacas que compõem o país.

Sonhou acordado e ficou com vontade de pegar um avião e se mandar para lá, certo? Então vamos continuar.

A velha Grécia de Platão, Sócrates e Aris­tóteles é considerada o berço da civilização ocidental. Também por isso atrai tanto interesse e turistas. Localizada no extremo sul da Península Balcânica, é banhada pelos mares Jônico, Mediterrâneo, Mirtóico e Egeu, reúne belezas naturais e históricas capazes de empolgar os visitantes.

Missão das mais complicadas é escolher um roteiro em terras gregas tantos são os atrativos. Em uma primeira viagem à Grécia, o ideal é incluir os destinos mais conhecidos como a belíssima capital Atenas e as imponentes ruínas da Acrópole com mais de 3 mil anos de história; as montanhas do Peloponeso e as cidades de Corinto e Micenas; as rochas de Meteora; Delfos, conhecida por ser a morada do mitoló­gico deus Apolo; as badaladas praias de Myko­nos; Olímpia e as origens dos Jogos Olímpicos; a romântica Santorini; os vestígios das antigas civilizações em Creta; e a cativante Corfu com sua famosa culinária que tem pratos preparados à base de frutos do mar e consagrados pelo azeite de oliveiras especialíssimas.

Apesar do idioma não ajudar, a comunicação é facilitada pela simpatia natural dos gregos, que lembram muito os falantes e expansivos italianos. Quando encontram turistas brasileiros, querem puxar conversa e logo vão falando de futebol. Mas fique tranquilo, o inglês é bastante comum em hotéis, restaurantes e no comércio em geral.

ATENAS

Escolha começar sua viagem pela bela capital grega. Atenas é uma das mais antigas cidades do mundo e foi totalmente modernizada para receber os Jogos Olímpicos de 2004. Lá você vai entender a origem da civilização ocidental sim­plesmente visitando os monumentos e vestígios históricos. É incrível a sensação de caminhar por lugares como o bairro de Plaka ou o templo da deusa Atenas (da sabedoria), onde viveram pes­soas há mais de 800 anos antes de Cristo. Acredite, seu passeio será como uma viagem ao passado.

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A majestosa Acrópole é o principal ponto tu­rístico do destino e pode ser avistada de todas as partes como que atraindo os visitantes. Im­possível não fotografar sob todos os ângulos. No alto da rochosa colina a maior atração é o Parthenon, um Patrimônio da Humanidade e verdadeiro museu a céu aberto. Lá estão algumas obras-primas da arte grega clássica como o Propileus, o Templo de Atena Nike e o Erec­teion. Na Grécia antiga era um distrito de defesa que também reunia os principais prédios administrativos e religiosos da cidade. O Museu da Acrópole abriga uma exposição permanente que merece ser visitada.

A seguir, relaciono alguns dos principais atrativos de interesse turístico de Atenas e que devem ser incluídos no seu roteiro.

Templo de Zeus Olímpico – Ainda preserva 15 das 104 colunas monumentais que compu­nham originalmente o santuário. Sua constru­ção iniciada no século 6 a.C. só foi concluída no século 2 d.C., quando o país já estava sob domínio romano.

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Arco de Adriano – Um grande portão com 18 metros de altura, construído com mármore re­tirado do monte Pentélico. O monumento se­parava os bairros que estavam se desenvolven­do na região e foi erguido para homenagear o imperador Adriano, grande benfeitor da cidade.

Teatro Dionísio – É considerado o local onde surgiu o teatro ocidental e da tragédia.

Ágora Romana – Centro da vida urbana da Gré­cia antiga, apresenta restos de escolas, teatros e arenas por onde Sócrates e Platão circularam.

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Templo de Hefesto – Também chamado de Te­seion, foi dedicado ao deus do ferro e do fogo.

Estádio Panatenáico – Local onde ocorreram os jogos da primeira Olímpiada moderna, em 1896. É o único do mundo construído total­mente em mármore.

Museu Nacional de Arqueologia – Abriga quase 20 mil obras em exposição e a maior coleção grega do mundo, incluindo esculturas, armas e peças em bronze e mármore.

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Monastiráki – Um grande e movimentado mercado com todo tipo de lojas, barracas e brechós que vendem roupas, móveis, tapetes, gravuras, reproduções e todo tipo de lembrancinhas. Suas ruas estreitas são animadíssimas.

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Se estiver nos arredores da Praça Sintagma, vale dar uma paradinha para assistir à troca da guarda que acontece de hora em hora diante da Tumba do Soldado Desconhecido, em frente ao Parlamento. Chama a atenção a foustanella – roupa semelhante a uma saia e sapatilhas com pompons – e a coreografia realizada pelos evzo­nes – guardas militares de elite.

E, no final do dia, uma boa dica é subir a co­lina Filopappos para ver o visual da região e da Acrópole ao pôr do sol. O morro fazia parte das fortificações da cidade antiga e conta com um parque arborizado, sítios arqueológicos, um an­tigo teatro, a igreja bizantina de San Demetrio Lumbardiaris e a “Prisão de Sócrates”, um mo­numento construído entre 114 e 116 d.C.

Depois de desbravar a incrível Atenas e se ti­ver tempo, vale à pena conhecer algumas ilhas próximas em passeios de um dia. É o caso de Poros e Hidra.

MYKONOS

No alto dos morros, um conjunto de casinhas brancas de portas e janelas azuis rodeadas por um mar deslumbrante de um tom azul difícil de traduzir. Esse cenário revela o que é Mykonos, a ilha mais famosa da Grécia e uma das mais visi­tadas por turistas do mundo todo. Ela é tão linda que parece ter sido criada por deuses mitológicos.

Foto por IStock/ afinocchiaro

Se engana quem pensa que a ilha com suas belas praias, passagens sinuosas e cerca de 360 igrejas é um lugar tranquilo e sem nada para fazer. Mykonos também é conhecida mundial­mente pelas baladas que atraem adultos de to­das as idades.

Aliás, a procura por diversão foi o motivo que levou um grupo de jovens, filhos de famílias ri­cas, a descobrirem a ilha em 1950. Mas a fama, charme e glamour vieram mais tarde, quando Jackie Kennedy Onassis se instalou por lá no fi­nal da década de 1960 inaugurando o turismo do jet-set internacional. Nos anos 1980 foi a vez dos homossexuais “descobrirem” a ilha como destino ideal para passarem férias descontraídas e sem constrangimentos.

Nas décadas seguintes e até hoje a ilha se transformou, ficou mais elegante e eclética, capaz de atrair visitantes de todas as partes e estilos. Cosmopolita e animada, Mykonos – que na mi­tologia grega é o filho de Apolo, deus da Luz e do Sol – não desaponta quem procura festas e muita diversão, Mas também é capaz de agra­dar aqueles que procuram apenas sossego.

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Chora – Parte mais antiga da cidade, a capital de Mykonos é também um bom programa para uma noite a dois. Casais apaixonados passeiam inebriados por suas ruas estreitas com casinhas brancas e igrejas pequeninas, que formam uma espécie de labirinto e levam até à orla e seus moi­nhos – um dos símbolos do destino. Invariavel­mente o tour termina em um restaurante com mesas na calçada ou embaixo de árvores floridas.

Quem quiser esticar a noitada vai encontrar muitas opções. A vida noturna local é bastante agitada. Bares e alguns night clubs ficam abertos até altas horas ao som de música eletrônica e ao vivo, seja nas praias ou no bairro Little Venice – um conjunto de casas construídas no século 16, literalmente penduradas sobre o mar. Aliás, o lugar é um dos mais visitados em Mykonos por causa do seu cenário deslumbrante, principal­mente durante o espetacular pôr do sol, tendo os moinhos ao lado e o mar azul à frente. Divino!

Se tiver fôlego para continuar o giro turístico, Mykonos tem uma série de outros atrativos. En­tre eles, a igreja Panayia Paraportiani, construída no século 15; o Museu Arqueológico com tú­mulos da ilha vizinha de Rhenia, vasos e escul­turas de arte; o Edifício Town Hall, construído em 1785 pelos russos; Ano Mera, um vilarejo tranquilo localizado a 8 quilômetros do centro com alguns mosteiros e igrejas, além das praias de Paradise, Super Paradaise, Elia, Platys Giales, Paranga (ou Paraga), Kalafati, Ftelias, Panormos e Faros Armenistis.

Foto por IStock/ onepony

Ilha de Delos – Não muito distante, é o coração das Ilhas Cíclades. Foi um santuário dedicado aos deuses gêmeos Apolo e Artemis e um dos três mais importantes centros religiosos da Gré­cia. Guarda relíquias do século 8 a.C., como o grande anfiteatro. Há, também, um museu no local, construído em 1904, com estátuas de De­los e as ruínas da casa de Cleópatra.

SANTORINI

Visita obrigatória para quem vai à Grécia. É a mais bonita das Ilhas Cíclades no Mediterrâneo. Sua beleza singular ganha tons exuberantes graças ao mar azul e as montanhas de origem vulcânica. Distante cerca de 200 quilômetros de Atenas é destino de casais apaixonados, além de ser um dos cartões postais mais conhecidos da Grécia: as casinhas brancas incrustadas no penhasco e as mais de 250 igrejas, praticamente debruçadas sobre o mar.

É preciso muita disposição e força nas pernas para transitar nas estreitas ruas de Santorini, que se ligam por escadarias e rampas. Durante a alta temporada elas ficam lotadas. Há uma grande colônia portuguesa na ilha, uma vantagem para os turistas brasileiros, que encontram atenden­tes que falam o nosso idioma na maioria das lojas e restaurantes.

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Um teleférico que sai do porto velho leva até a Cidade Antiga de Firà. Outra opção é subir montado em simpáticos burrinhos, um dos sím­bolos do destino. Mas, atenção, se você estiver acima do peso não vai poder curtir essa atração turística. Há cerca de um ano, após um vídeo mostrando animais transportando turistas obe­sos viralizar nas redes sociais, o governo grego impôs o limite máximo de cem quilos à carga transportada pelos burros.

Atração imperdível em Santorini é o pôr do sol deslumbrante. Principalmente quando aprecia­do do alto do vilarejo de Oia – pronuncia-se “ía”. Lá de cima, o visual das casinhas brancas de for­mas arredondadas e terraços floridos com as igrejinhas de cúpulas e portas azuis ao longo do desfiladeiro, que terminam quase no Mar Egeu, parece obra dos deuses da antiguidade grega.

O formato da ilha, uma meia lua com escar­pas íngremes, teve origem por volta de 1650 a.C., quando um vulcão entrou em erupção. Há duas pequenas ilhas dentro da Caldera (cratera), onde se pode chegar de escuna, em Nea Kameni. É possível nadar nas águas sulfurosas de Palea Kameni. Cruzeiros para visitas ao vulcão partem diariamente do porto de Santorini.

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Praias e vinícolas – Ao contrário de outras ilhas gregas, as praias de Santorini não atraem pela beleza. Ao invés de areia elas são cobertas por pedras negras de origem vulcânica. É impossí­vel caminhar descalço. Se isso não for problema para você, escolha as praias em Perissa, Kamari, Baxedes, Perivolos, Vlihada, White Beach (Praia Branca) e a Red Beach (Praia Vermelha), a mais famosa de Santorini.

O rico solo vulcânico da ilha possibilitou o sur­gimento de boas vinícolas. Entre as mais conhe­cidas estão a Boutari Winery, a Hatzidakis e a Canava Roussos. Nelas é possível fazer degus­tações do saboroso vinho branco produzido a partir do cultivo de 36 variedades de uvas. Há, inclusive, um Museu do Vinho instalado em um local a oito metros de profundidade. Através de túneis de até 300 metros de cumprimento é apresentada a história da produção da bebida e das vinhas do destino entre os anos de 1660 e 1970. A visitação garante o direito à degustação de três tipos de vinho.

Firà – Também chamada de Thera, a capital da ilha é o centro de tudo. Charmosos e coloridos bares e restaurantes estão espalhados em suas estreitas vielas e becos. A principal praça de Firà é a Theotokopoulou Square, local onde os mo­radores e turistas se encontram. No ponto mais alto está a Catedral Metropolitana Ortodoxa.

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Santorini tem também baladas agitadas, sítios arqueológicos como o de Akrotiri, o Museu Ar­queológico, a charmosa vila de pescadores Am­moudi e a igreja Panagia Episkopi, fundada pelo imperador bizantino Alexius I Comnenus. O belo templo de mármore esculpido combina decora­ção de cera e pinturas nas paredes que datam de 1100 d.C.

CORFU

Considerada a ilha mais verde em toda a Grécia, Corfu é também a mais famosa do Mar Jônico. Conhecida como Kerkira (em grego), atrai turis­tas não apenas por causa da sua imensa beleza natural. O conjunto de atrativos inclui ainda seu passado histórico, arquitetura e monumentos re­nascentistas. Sua densa vegetação é formada por mais de 2 milhões de pés de oliveiras e ciprestes.

Corfu está localizada na entrada do Mar Adriá­tico, entre a Grécia e a Itália, a apenas 2 qui­lômetros da costa de Saranda, na Albânia. É conhecida como a Ilha Esmeralda, por causa das águas límpidas do mar variando tons azuis e verde-esmeralda, ou Ilha Amarela, em alusão às tonalidades das construções dos antigos ca­sarões venezianos. É a única ilha grega em que o cenários com as casinhas brancas com tetos azuis não se faz presente.

Foto por IStock/ Aleh Varanishcha

A ilha tem cerca de 600 igrejas, capelas e con­ventos, o que explica as constantes procissões em suas pequenas ruas. Há igrejas ortodoxas, católicas, anglicanas, protestantes e sinagogas. O sinos tocam várias vezes ao dia e podem ser ouvidos de todas as partes.

Uma das principais atrações de Corfu é uma pedra verde no meio do mar. O Mosteiro de Vla-cherna, em Pontikonisi, que significa Ilha dos Ratos, em grego, na lagoa de Halkiopoulos, na Vila de Kanoni, também é bastante concorrido. Os moradores da ilha são hospitaleiros e ado­ram contar histórias.

Corfu também é o nome da capital da ilha. Ela divide-se em duas partes: a cidade antiga, onde está o Centro Histórico, e a cidade nova com lojas, bancos e supermercados.

Foto por Istock/ Balate Dorin

A parte velha é considerada Patrimônio Mun­dial pela Unesco desde 2007 por causa da sua arquitetura renascentista, barroca e clássica pre­servada. Um passeio à pé através das suas ruas estreitas e praças é o suficiente para revelar as influências deixadas pelos romanos, venezianos, bizantinos, franceses, russos e britânicos. As marcas estão presentes na arquitetura, no sota­que dos locais e principalmente na gastronomia.

Fortalezas venezianas – Para conhecer as duas

atrações turísticas que delimitam a parte anti­ga da cidade é preciso subir ladeiras íngremes. Porém, o esforço compensa pois a vista é ma­ravilhosa. Uma das fortalezas foi construída no século 15 e é considerado o monumento mais imponente da ilha. A outra foi erguida entre os anos 1576 e 1645.Foto por Istock/ Aleh Varanishcha

Alexandre, o Grande, viveu no local onde está o Centro Histórico durante a sua juventude. Atual­mente, os moradores do destino têm o hábito de pendurar roupas lavadas do lado de fora das varandas floridas dos edifícios. Em um giro pela região irá se deparar com a igreja de Santo Espi­ridião, o padroeiro de Corfu, localizada na praça de mesmo nome; o Museu de Cédulas, que guar­da uma coleção de notas e moedas gregas de 1822 a 2002; a Praça Esplanada, uma das maio­res dos Bálcãs; o Museu de Arte Asiática, que tem acervo com cerca de 11 mil objetos; e a Cafeteria Liston, ponto de encontro dos aristocratas e mui­to concorrida nas manhãs de domingo.

Foto por IStock/ ankarb

Outros locais de interesse turístico são o Palá­cio Mon Repos, antiga residência da família real grega e transformado em museu com objetos arqueológicos do século 19 e uma exposição que conta a história da ilha; o Palácio de Aquiles (Museu Achilleion), na Vila Gastouri, construído pela imperatriz da Áustria, Elisabeth (ou Sissi), que guarda várias estátuas de deuses gregos, en­tre elas as nove musas e a de Aquiles removendo a flecha do calcanhar; e a bela Vidos, ilhota a menos de 1 quilômetro da cidade que foi conhe­cida na Antiguidade como a Ilha de Hera, irmã de Zeus e deusa do casamento, além de ter servi­do de prisão durante o domínio veneziano.

Praias e gastronomia – Corfu tem praias be­líssimas com areias e pedras brancas e águas cristalinas que variam do azul-turquesa ao ver­de-esmeralda. No norte da ilha estão as praias mais bonitas: Barbati, Nissaki, Krouzeri, Kalami, Koulura, Avlaki e Kassiopi, além de vilas de casas coloridas e ruas estreitas. Também são bastante concorridas as praias Benitses, Agios Ioannis, Er­mones, Glyfada, Kontogialos, Gialiskari e Ipsos. O pôr do sol na Praia de Cabo Drastis, em Peroulades, é programa inevitável. Já Paleokastrit­sa tem seis pequenas e charmosas praias.

Sidari, onde fica o famoso Canal d’Amour, também vale uma visita. Contam por lá que o casal que atravessar nadando todo o canal fica­rá junto para sempre ou que os solteiros encon­trarão o amor da sua vida. Fato mesmo é que o lugar tem cenário deslumbrante com várias pe­quenas cavernas e grutas esculpidas nas pedras.

Foto por Istock/ Cucu Remus

Ponto forte de Corfu, a culinária local mistura influências do período veneziano e dos britâni­cos, franceses e russos. Mescla que deixa a comi­da com traços de cozinha internacional, porém com ênfase na italiana. No Centro Histórico estão diversas trattorias que servem massas e pizzas. Já no restante da ilha predominam os pratos locais e as clássicas saladas gregas, além de azeitonas e queijos. Para acompanhar, experimente bebidas locais como a cerveja Corfu, o refrigerante Tsitsi­bira (de gengibre) e o licor Kumquat.

NAVAGIO BEACH – REABERTA AO TURISMO

Turistas do mundo inteiro já estão podendo frequentar a bela Navagio Beach (Praia do Naufrágio), em Zakynthos. Depois de nove meses fechada ao público por causa de um deslizamento que deixou sete pessoas feridas em setembro de 2018, a praia considerada por muitos como uma das mais bonitas do mundo foi reaberta em junho. Porém, agora com algumas regras para garantir a segu­rança dos frequentadores. Há restrições inclusive no fa­moso mirante, um dos pontos mais disputados do local.

Zakynthos integra as Ilhas Jônicas, que impressiona pelas águas cristalinas e com uma incrível coloração com diferentes tons de azul. Navagio Beach ganhou notoriedade nos últimos anos ao figurar nas listas das praias mais lindas do planeta. Não dispõe de nenhuma infraestrutura.

Foto por IStock/ Radu79

E o visual dela realmente impressiona. Uma pequena fai­xa de areia (na verdade pequenas pedrinhas) cercada por falésias brancas que toram o lugar em uma enorme e tran­quila piscina. Para deixar o cenário ainda mais Instagra­mável, um grande navio está encalhado em suas areias desde 1980. Entendeu agora o porquê do nome da praia?

Vários passeios de barco levam os visitantes até Nava­gio Beach a partir dos portos de Zakynthos Town, Vromi e Agios Nikolaos. Vale à pena fazer um tour pela região que guarda outros atrativos como Makris Gialos, Bahali Hill e as grutas azuis (Blue Cave).

PALCO DE BATALHAS ÉPICAS

Na península do Peloponeso estão localizadas ci­dades importantes na história grega. Palco de grandes batalhas da Antiguidade Helênica, guarda al­guns dos principais sítios arqueológicos gregos, além de charmosas vilas, campos forrados por oli­veiras, monastérios, praias lindas e montanhas.

Foto por IStock/ SERGZEL

Esparta – Fundada no século 9 a.C., guarda as ruínas de Mystras, uma antiga cidade e fortaleza bizantina; as ruínas de Menelaion, lugar dedica­do ao herói mitológico Menelau, marido de Hele­na, que causou a Guerra de Tróia; a Acrópole (ro­deada de muralhas bizantinas) e o Antigo Teatro; o Museu de Arqueologia; o Templo de Artemisa Ortia e o Museu da Azeitona e do Azeite.

Olímpia – Local onde surgiram os Jogos Olímpicos em 776 a.C. A principal atração é o Estádio Olímpico, que ainda conserva milenares linhas de chegada e saída. A cidade abrigou a estátua de 12 metros de Zeus, esculpida em ouro e mar­fim no século 5 a.C. Considerada uma das Sete Maravilhas da Antiguidade ela foi consumida em um incêndio nove séculos depois, quando já ha­via sido transportada para Constantinopla.

Foto por IStock/ gbarm

Corinto – Famosa por seu sítio arqueológico e pelo Canal de Corinto, que liga os mares Egeu e Jônico. Atualmente, a passagem é muito utiliza­da pelos barcos que transportam turistas.

Micenas – Guarda monumentais ruínas do século 8 a.C. com enormes muros que cercavam toda a cidadela, abandonada em 1100 a.C. Lá estão o Tesouro de Atreus, mausoléu onde foi enterrado um rei miceno; e as ruínas do Palá­cio Real com a Escadaria Secreta e a Porta dos Leões, que servia de entrada principal.

Epidauro – Destaque para um anfiteatro do sé­culo 4 com acústica perfeita. No local ainda são realizados festivais de teatro.

Foto por IStock/ milangonda

Nafplio – Foi a primeira capital do país após a independência. Lá está a fortaleza Palamede, um dos mais ricos exemplos da arquitetura ve­neziana do século 17. Encravada no alto de um penhasco, oferece bela vista da região.

Como chegar

Não há voos diretos do Brasil para a Grécia. Várias companhias aéreas que operam no Aeroporto Internacional de São Paulo – GRU Airport oferecem passagens com conexão em capitais da Europa. Entre as opções estão: Air France, via Paris; Alitalia, via Milão; British Airways, via Londres; Ibéria, via Madri; KLM, via Amsterdã; Luf­thansa, Frankfurt; Swiss, via Zurique; TAP, via Lisboa e Turkish, via Istam­bul. Uma alternativa interessante é a Royal Air Maroc, que tem voos diários saindo de São Paulo e Rio para Casablanca e de lá para Atenas. Po­dendo ficar até 7 dias no Marrocos sem custos adicionais na passagem.

Onde ficar

Na Grécia, as opções de hospedagens são variadas e para todos os bolsos com charmosas pousadas até hotéis luxuosos.

Onde comer

A culinária grega é rica em pescados e saladas, sempre acompanhados por azeitonas, azeites e vinhos. O horiatiki, salada de pepino, tomate, olivas e quei­jo feta está presente na maioria dos res­taurantes do país. Como entrada peça saganaki (queijo frito em azeite e limão) e keftedes (bolinhas de alho poró, grão de bico ou tomates). Depois, polvo e lula grelhados ou marinados, folhas de uva recheadas de arroz e a mussaká são os destaques dos cardápios. Experimente o ouzo, a bebida nacional à base de anis.

Texto por: Roberto Maia / Revista Qual Viagens

Foto destaque por Istock / TMSK

 

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